SAIBA MAIS-Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda
(Reuters) - Veja abaixo alguns fatos importantes sobre Osama bin Laden, cuja morte foi anunciada pelo presidente dos EUA, Barack Obama. O líder da Al Qaeda foi morto no Paquistão, segundo Obama, e seu corpo foi recuperado por autoridades norte-americanas.
* Bin Laden nasceu na Arábia Saudita em 1957, um dos mais de 50 filhos do milionário Mohamed bin Laden. Seu primeiro casamento foi com uma prima síria aos 17 anos de idade, e acredita-se que ele tenha pelo menos 23 filhos de pelo menos cinco esposas.
* Convencido de que os muçulmanos são vítimas de terrorismo liderado pelos EUA, Bin Laden é acusado de planejar uma série de ataques contra alvos norte-americanos na África e no Oriente Médio na década de 1990. Sua família, que ficou rica a partir do boom da construção na Arábia Saudita, o deserdou, e ele foi destituído de sua cidadania saudita.
* Ele lutou na insurgência financiada pelos EUA na década de 1980 contra as tropas soviéticas no Afeganistão, onde fundou a Al Qaeda. Retornou para o Afeganistão na década de 1990 e treinou militantes islâmicos de todo o mundo em campos autorizados a funcionar pelo regime Taliban.
* Alto, magro e barbudo, Bin Laden não foi atingido pelos ataques com mísseis dos EUA no Afeganistão depois dos atentados de 1998 contra embaixadas dos EUA na África. Segundo alguns relatos, ele quase foi morto por uma bomba dos EUA quando militantes estavam sendo caçados em 2001 nas montanhas de Tora Bora, no leste do Afeganistão.
* Bin Laden aprovou os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA que mataram cerca de 3.000 pessoas, dizendo mais tarde que os resultados ultrapassaram as suas expectativas.
* O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse em dezembro de 2009 que os EUA desconheciam o paradeiro de Bin Laden.
* Mais de 60 mensagens foram transmitidas por Bin Laden, pelo número dois da Al Qaeda, Ayman al-Zawahri, e seus aliados desde os ataques de 11 de setembro de 2001.
* Em setembro de 2007, em vídeo no sexto aniversário dos ataques de 11 Setembro, Bin Laden disse que os EUA continuavam vulneráveis, apesar do seu poderio econômico e militar, mas não fez ameaças específicas.
Reuters