Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Sai em 30 dias o laudo sobre possível vítima do Celobar

Segunda, 09 de Junho de 2003 às 00:05, por: CdB

O corpo do técnico em aparelhos odontológicos Ricardo Diomedes foi exumado na tarde de sábado por peritos do IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro. Ricardo morreu no último dia 22 após ter tomado o medicamento Celobar, usado no contraste para exames de raio-X e fabricado pelo laboratório Enila. O medicamento é suspeito de ter causado a morte ao menos 21 pessoas no Brasil. Uma análise do Instituto de Controle de Qualidade em Saúde, da Fiocruz, detectou a presença de "grande quantidade" de substâncias químicas tóxicas no lote nº 3040068 do medicamento, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Uma das substâncias, o carbonato de bário, é utilizada em venenos para rato. O Delegado responsável pelo caso, Renato Nunes, disse que o resultado do exame que identificará se Diomedes morreu intoxicado por carbonato de bário, deverá sair dentro de 30 dias. Ele justifica a demora por se tratar de um exame bioquímico. De acordo com Nunes, o fabricante do medicamento (laboratório Enila) não estava habilitado para fazer a transformação do carbonato de bário em sulfato de bário e a manipulação ocorreu sem o aval do setor de controle de qualidade da empresa. Nesta segunda-feira o delegado ouvirá o depoimento de um dos donos do Enila, Márcio D'Icarahy. O químico responsável pela experiência, Antônio Pereira, deve ser ouvido ainda esta semana.

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