Maior produtor de milho safrinha, no país, o Mato Grosso já colheu mais de 90% da área plantada em 2008/09. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), nesta semana os produtores já haviam colhido 91,5% das lavouras, ante 96% em igual período do ano passado. Já a consultoria Céleres, contratada pela Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), estima colheita de 90% da área de milho no Estado.
Os trabalhos já foram concluídos no Distrito Federal e chegam a 90% da área do cereal em Goiás e a 46% em Mato Grosso do Sul. Já o Paraná tem, segundo a Céleres, 60% da área de safrinha colhida. Considerada a safrinha de todo o Centro-Sul, a colheita atinge 66,7% da área plantada, de acordo com a consultoria.
Desperdício
Parte de todo o milho produzido na região de Sinop, Lucas do Rio Rio Verde e Campo Novo dos Parecis, no entanto, está estocado a céu aberto. A falta de silos de armazenagem nas principais regiões produtoras de Mato Grosso prejudica a rentabilidade no escoamento de uma safra que atingiu mais de 7 milhões de toneladas. Ainda segundo a Famato, o preço da saca de 60 quilos chegou a R$ 8 – valor abaixo do custo de produção que, de acordo com a entidade, foi de R$ 13 por saca.
Para Rui Prado, presidente da entidade, a situação precisa ser resolvida pelo Ministério da Agricultura antes que comece o período de chuvas no Estado.
– O Brasil tem falta de milho em algumas regiões. Aqui temos de sobra. O fato é que restam poucos dias até setembro. Se vier chuva, toda a produção que está a descoberto será perdida – disse Prado.