Os americanos dizem que Saddam Hussein se recusou a dar qualquer informação de inteligência desde sua captura no sábado à noite. Segundo o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, o ex-líder iraquiano, apesar de prestativo, não estava cooperando com os interrogatórios.
Líderes iraquianos dizem que ele deveria ir a julgamento dentro do país, por crimes contra a humanidade. O antigo ditador está sob custódia americana num local não-identificado, após ter sido encontrado em uma câmara subterrânea na cidade de Abduar, a cerca de 30 km ao sul de Tikrit, sua cidade natal.
O presidente americano George W.Bush disse que ele "vai enfrentar a justiça que negou para milhões", sem dar detalhes das condições ou local do julgamento. O chefe do Conselho Interino do Iraque, Abdel Aziz al-Hakin, no entanto disse querer ver Saddam ser "julgado por juízes iraquianos". Alguns líderes democratas nos Estados Unidos pediram que a administração Bush envolvesse as Nações Unidas no julgamento de Saddam Hussein.
Saddam foi mostrado na televisão sendo examinado por um médico militar americano depois de sua captura, parecendo exausto e desorientado, com uma longa barba grisalha.
Donald Rumsfeld disse que, enquanto advogados discutem qual a situação legal de Saddam, ele será tratado como prisioneiro de guerra, segundo as normas estabelecidas pela Convenção de Genebra. Notícias não confirmadas diriam que ele teria sido levado a outro país. A rede de tv Al-Arabiya afirmou que o ex-presidente iraquiano já estaria no Qatar.
Sadam Hussein foi levado perante membros do conselho que governa o Iraque, para identificação. Segundos alguns dos presentes, ele não mostrou arrependimento. Adnan Pachachi, membro do conselho, disse que: "o encontramos obviamente cansado, mas ele não estava arrependido, estava até mesmo desafiador. Ele nos disse que foi um líder firme e justo."
- Nós lidaremos com Saddam Hussein. Ele foi um líder injusto, responsável pela morte de milhares de pessoas -, disse Pachachi.
Oficiais americanos confirmaram que Saddam agora enfrenta intenso interrogatório para determinar o quanto ele sabe sobre a resistência iraquiana a ocupação americana, e sobre as supostas armas de destruição de massa, o motivo alegado para iniciar a guerra.
Oficiais americanos, que preferem permanecer anônimos, e que tiveram acesso a cópias do interrogatório inicial, disseram que Saddam tem se usado de retórica, muito estilo, mas pobre em idéias.
A revista Time divulgou que ele se referiu ao Iraque estar "amarrado", mas negou posuir armas de destruição em massa.
Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026
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