Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026

Saddam Hussein desafia EUA em discurso nacional

O presidente iraquiano, Saddam Hussein, disse em discurso em rede nacional que seu país está preparado para se defender de um ataque estrangeiro. Leia mais

Quinta, 08 de Agosto de 2002 às 08:35, por: CdB

O presidente iraquiano, Saddam Hussein, disse em discurso em rede nacional que seu país está preparado para se defender de um ataque estrangeiro.Embora não tenha citado os Estados Unidos, o líder iraquiano disse que "pessoas do mal" que ameacem atacar países árabes e muçulmanos serão deixados "no lixo da História". Segundo Saddam, qualquer ataque desse tipo está condenado ao fracasso."Não há outra alternativa para aqueles que escolhem a ameaça e a agressão a não ser a expulsão", afirmou Saddam durante um pronunciamento de 20 minutos. O discurso desafiador de Saddam é feito em um momento de crescentes especulações sobre um ataque americano ao Iraque. Saddam não falou especificamente sobre a questão da inspeção das armas, mas disse que o Conselho de Segurança das Nações Unidas precisa "honrar" compromissos estabelecidos por suas resoluções.Na quarta-feira, o ministro iraquiano do Exterior, Naji Sabri, dissera em entrevista à BBC que só permitiria a inspeção de seu arsenal se fossem suspensas as sanções impostas ao país em 1990.O pronunciamento, feito para marcar o 14º aniversário da guerra entre o Irã e o Iraque (1980-1988), foi pontuado por constantes referências a Alá (Deus no islamismo). Na quarta-feira, sob uma saraivada de críticas internacionais, o presidente americano, George W. Bush, havia moderado o tom de seu discurso sobre o Iraque. Em uma visita a uma escola no Estado de Mississipi, Bush prometeu que não ordenará um ataque sem fazer consultas ao Congresso e no exterior. "É claro que vamos consultar nossos amigos e aliados", afirmou o presidente americano. Na quarta-feira, o primeiro-ministro alemão, Gerhard Schröder, criticou os planos dos Estados Unidos de atacar o Iraque e negou o apoio do país a uma eventual ação. Não se sabe como o discurso influenciará a política de Washington em relação ao Iraque.

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