Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Russos lamentam não ter sido convidados para evento do Dia D

Terça, 01 de Junho de 2004 às 13:47, por: CdB

Veteranos russos disseram na terça-feira que estavam desapontados por ter ficado de fora dos eventos programados para marcar os 60 anos do Dia D, embora a União Soviética tenha feito muito para derrotar o poderio do Exército alemão.

A União Soviética, invadida pela Alemanha nazista em junho de 1941, perdeu milhões de soldados e civis na guerra, antes que as tropas aliadas entrassem na Normandia, em 6 de junho de 1944. As perdas soviéticas até o fim da guerra ultrapassaram 20 milhões de pessoas.

O presidente russo Vladimir Putin deve comparecer às cerimônias. É a primeira vez que um líder do Kremlin foi convidado a comemorar o Dia D, que na maior parte dos livros de história russos é chamado de "a abertura da segunda frente".

Mas os veteranos russos, que também não foram convidados para a festa do 50o. aniversário do Dia D, disseram que a ausência de convite poderia sugerir que a Rússia não teve papel significativo na derrota ao exército nazista.

"Ninguém nos convidou", disse Yuri Ivanov, chefe do Comitê Federal de Veteranos. "O mais provável é que eles tenham decidido que ganharam a guerra sem nós e que eles liberaram a Europa". Outros dizem que a atitude hostil dos países ocidentais destoa das celebrações camaradas de 1945.

"Eu estava em Torgau quando a guerra acabou. Soldados aliados e soviéticos estavam triunfantes e se abraçavam", disse a octogenária Maria Rokhlina, ex-membro da 95a divisão de guardas.

Fotografias de soldados soviéticos e norte-americanos trocando apertos de mãos em Torgau, cidade alemã às margens do rio Elba, foram publicadas em jornais do mundo inteiro quando a guerra se aproximava do fim.

"Agora lamento muito que os convites não tenham sido estendidos a nós e não há sinal de que eles estejam vindo", acrescentou ela.

Mais de 2.000 veteranos de outros países devem comparecer ao evento, junto com líderes mundiais como o presidente norte-americano, George W. Bush, e os monarcas da Grã-Bretanha, Noruega e Holanda.

O chanceler Gerhard Schroeder também confirmou presença. É a primeira vez que um líder alemão estará presente às cerimônias.

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