Um russo solto no ano passado da prisão na Baía de Guantánamo afirmou nesta terça-feira que guardas norte-americanos regularmente jogavam cópias do Alcorão nas privadas.
No início deste mês, militares norte-americanos descreveram casos de profanação do Alcorão por pessoas na base naval dos EUA em Guantánamo, Cuba, incluindo alguns que urinavam sobre o livro sagrado para os muçulmanos.
- Em Cuba, eles costumavam pegar (o Alcorão) e jogá-lo dentro dos banheiros e em todos os lugares. Isso aconteceu regularmente e era para provocar protestos - afirmou Airat Vakhitov, libertado de Guantánamo há um ano após passar 18 anos no local.
Em maio, a revista Newsweek publicou uma reportagem sobre interrogadores da Baía de Guantánamo que teriam jogado pelo menos uma cópia do Alcorão em uma privada para fazer os detentos falarem. A história causou violentos protestos nos países muçulmanos.