Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Rússia suspende embargo à carne brasileira

Sexta, 23 de Novembro de 2007 às 18:45, por: CdB

O governo russo suspendeu o embargo à carne bovina e suína brasileira, informou nesta sexta-feira o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. A partir de 1º de dezembro, o país voltará a importar o produto do Brasil.

A Rússia tinha proibido a importação de carne brasileira em dezembro de 2005, logo após a identificação de focos de febre de aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná.

Stephanes justificou a demora do governo russo em decidir pelo fim do embargo.

— Tínhamos algumas fragilidades no nosso sistema de sanidade animal, mas temos trabalhado para melhorar e levamos quase dois anos para o saneamento de todas as questões —, disse.

Na época da descoberta dos focos, uma comissão do governo russo veio ao Brasil e fez uma série de exigências para restabelecer as importações. A principal era que o país ficasse livre da aftosa. Os técnicos russos também recomendaram melhorias na fiscalização e nas condições de armazenamento da carne pelos frigoríficos.

Após várias inspeções, uma última missão veio ao Brasil em setembro para uma nova avaliação. O relatório final, divulgado nesta sexta, dá sinal verde para novas compras. O ministro garantiu que não haverá novos embargos russos.

— O entendimento com a Rússia tem sido muito bom. Não vemos nenhuma possibilidade de retrocesso —, afirmou.

De acordo com o ministro, o Brasil hoje vende carne para 180 países, sendo a Rússia o maior comprador. Para lá, vão 15% das nossas exportações de carnes bovinas e 70% das de carne suína.

Com o desembargo, o ministro espera maior incremento no setor, cujas vendas têm crescido entre 18% e 20% ao ano.

— Qualquer crescimento nas exportações para a Rússia é muito importante —, disse.

Stephanes avaliou também que outros países poderão ampliar as compras do Brasil ao serem informados do fim do embargo russo.

O aumento das exportações, afirmou Stephanes, não trará escassez de carne para o mercado interno.

— A produção nacional está crescendo e tem condições de atender tanto o mercado interno quanto o externo —, assegurou.

O ministro, no entanto, admitiu que os preços das carnes podem aumentar, influenciados pelo mercado internacional.

— O preço, de modo geral, está sendo ditado pelo mercado externo. Há uma demanda aquecida e os preços em nível internacional tem melhorado. Claro que isso tem reflexo também no mercado interno —, explicou.

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