Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Rússia retoma importação da carne brasileira

A Rússia anunciou, na manhã desta terça-feira, a retomada das importações de carne de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Desde o fim do ano passado, os russos suspenderam a compra de carnes de todo o país. (Leia Mais)

Terça, 14 de Março de 2006 às 08:59, por: CdB

A Rússia anunciou, na manhã desta terça-feira, a retomada das importações de carne de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Desde o fim do ano passado, os russos haviam suspendido as compras de carnes de todo o país, embora o registro de focos de febre aftosa só tivessem ocorrido no Mato Grosso do Sul e no Paraná. Após uma série de negociações, o Ministério da Agricultura da Rússia sinalizou favoravelmente ao fim do embargo.

No Paraná, a secretaria da Agricultura confirmou que o sacrifício de animais contaminados com o vírus da febre aftosa vai continuar, após o abate de 234 animais da Fazenda Pedra Preta e 143 cabeças da Fazenda da Cesumar, em Maringá que aconteceu na última quarta-feira. No final da tarde desta segunda-feira foi a vez de sacrificar 84 animais da Fazenda Flor do Café, em Bela Vista do Paraíso. A operação estava marcada para iniciar às 08 horas mas atrasou em três horas. Esse também foi o tempo gasto para abater os animais.

Todo o gado sacrificado foi enterrado numa vala de 30 metros de comprimento, seis de largura e cinco de profundidade. Como no procedimento anterior em Maringá. Três atiradores da Polícia Militar abateram os animais. Na Fazenda Flor do Café os médicos-veterinários, acompanhados de representantes do Ministério da Agricultura e do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Pan-Aftosa), coletaram material de dois animais para necropsia. Os exames também vão ser realizados no laboratório do Pan-Aftosa, no Rio de Janeiro.

Abate humanitário

Nesse abate a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) sedaram todos os animais antes de sacrificá-los.

- Foi um abate humanitário, menos doloroso que o praticado pelos frigoríficos. Eles não sentiram dor e não foi preciso repetir o tiro em nenhum deles - comentou Gil Abelim, coordenador do núcleo regional da Secretaria da Agricultura em Londrina. O sacrifício dos 43 animais da Fazenda Santa Izabel, no município de Grandes Rios, aconteceu nesta terça-feira.

O Ministério da Agricultura divulgou na última quarta-feira nota onde afirma que o Paraná é área livre de aftosa. O novo balanço mostrou que os resultados das duas campanhas de vacinação contra a febre aftosa realizada em todo o País em 2005 foram considerados positivos nos estados classificados como "Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação", entre os quais, o Paraná.

O balanço se refere a 2005, ano em que o Ministério levantou a suspeita da existência da aftosa no Paraná, embora exames laboratoriais não tenham confirmado a presença da doença no gado. O Paraná, por determinação do Ministério da Agricultura, começou a abater seis mil cabeças de gado, mas exige novos exames laboratoriais para encerrar a polêmica.

O release com estas informações foi divulgado pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e publicado no site do Ministério da Agricultura. Os dados do balanço foram apresentados pelo coordenador do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, Nilton Antônio de Moraes.

De acordo com o texto, "o resultado foi considerado positivo nos estados classificados como "Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação" (Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins) e a média de imunização dos animais ficou em 97,77%."

O texto informa ainda que "nos Estados classificados como área de risco desconhecido, baixo ou médio risco na época da aplicação (Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima) a cobertura vacinal alcançou, em média, 89,31% do rebanho".

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