A Rússia convocou milhares de soldados e policiais para Moscou e advertiu a população da cidade para ficar em casa na próxima semana, em meio a uma enorme operação de segurança contra possíveis ataques de rebeldes chechenos durante as celebrações da vitória na Segunda Guerra Mundial.
Mais de 50 líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, participarão da comemoração na Praça Vermelha em 9 de maio - Dia da Vitória na Rússia e data que os separatistas chechenos vêm marcando nos últimos anos com ataques.
Há dias, o centro da cidade está tomado por agentes da polícia especial OMON. Barreiras de concreto foram erguidas nas principais vias de acesso ao Kremlin, onde as festividades estarão concentradas.
No dia 9, baterias antiaéreas terão ordens para derrubar aviões que violarem a zona de exclusão de vôo sobre Moscou, e 20 mil policiais e soldados - muitos deles trazidos de outras regiões - estarão nas ruas.
O acesso a algumas ruas será feito através de detectores de metais e muitas estações de metrô serão fechadas. O acesso aos principais aeroportos da cidade também será restrito.
Autoridades municipais disseram que muitas das principais vias serão fechadas e que serão armados postos de controle de carros.
Em ação que relembra os Jogos Olímpicos de 1980, realizados durante os últimos anos de poder do líder comunista soviético Leonid Brezhnev, os moscovitas receberam advertências para ficar em casa ou ir para o interior.
Em artigo com o título "Moscou sem Moscovitas", o jornal Vremya Novostei disse nesta quarta-feira que "as portas foram mostradas" para os cidadãos comuns.
Muitos analistas acreditam que as medidas devem evitar ataques de rebeldes.
- Estas pessoas são profissionais o suficiente para calcular que as medidas são tão duras que suas operações correm muito risco de não ser efetivas - observou o analista de segurança Yevgeny Kozhokin, do Instituto Russo de Estudos Estratégicos.
No ano passado, o presidente da Chechênia apoiado pela Rússia foi assassinado quando uma bomba explodiu no camarote de autoridades durante uma parada de 9 de maio em Grozny, capital da Província. Outras cinco pessoas também morreram.
Um ano antes, uma parada em Grozny foi cancelada depois que uma bomba matou dois policiais. Em 2002, uma bomba no Dia da Vitória matou 45 pessoas no Daguestão, Província vizinha à Chechênia.