O Ministério Público da Rússia pediu à Justiça nesta segunda-feira que prorrogue o período de prisão dos ativistas do Greenpeace detidos por um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, alegando que eles podem deixar o país se forem libertados.
Segunda, 18 de Novembro de 2013 às 07:57, por: CdB
O pedido por mais três meses de prisão foi apresentado a tribunais de São Petersburgo
O Ministério Público da Rússia pediu à Justiça nesta segunda-feira que prorrogue o período de prisão dos ativistas do Greenpeace detidos por um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, alegando que eles podem deixar o país se forem libertados.
O pedido por mais três meses de prisão foi apresentado a tribunais de São Petersburgo, onde os 28 ativistas do grupo ambientalista incluindo uma brasileira e dois jornalistas estão detidos, em um caso que causou preocupações no exterior.
Os 30 foram detidos depois que a guarda-costeira abordou o navio quebra-gelo do Greenpeace Arctic Sunrise após manifestação numa plataforma de petróleo da empresa estatal Gazprom no Mar de Pechora, em 18 de setembro.
Os 30 foram acusados de vandalismo e podem ser condenados a até sete anos de prisão pelo protesto, no qual alguns ativistas tentaram escalar a plataforma Prirazlomnaya. O Greenpeace diz que a manifestação foi pacífica e considera as acusações infundadas.
- Eu não fiz nada de errado. Eu não entendo as razões pelas quais estou sendo detido - disse Colin Russell, australiano que trabalhava como técnico do Arctic Sunrise, a um tribunal de São Petersburgo, em uma das várias audiências agendadas para esta segunda-feira.
Os tribunais rejeitaram repetidamente libertar os ativistas sob pagamento de fiança, mas o atual mandado de prisão deles termina em 24 de novembro.
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