A Rússia ofereceu, nesta sexta-feira, uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à localização e eliminação dos seqüestradores que assassinaram recentemente quatro funcionários da embaixada russa em Bagdá.
- O Comitê Nacional Antiterrorista da Rússia pagará uma recompensa de US$ 10 milhões por informação que leve a resultado - anunciou Nikolai Patrushev, diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB; antigo KGB).
Na quarta-feira passada, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, deu instruções aos serviços secretos do país de "localizar e liquidar" os assassinos dos quatro diplomatas russos seqüestrados em Bagdá no início do mês.
Patrushev afirmou que o Comitê Nacional Antiterrorista coordenará os trabalhos dos serviços secretos para completar a missão encomendada pelo chefe do Estado.
Uma recente emenda à Lei Antiterrorista da Rússia autorizou os serviços secretos a realizar operações especiais no exterior.
Os quatro funcionários da embaixada russa foram interceptados por um grupo armado em 3 de junho passado, a 400 metros da sede da delegação diplomática, em um ataque que matou um agente de segurança da embaixada.
A notícia sobre a execução, acompanhada por um vídeo que mostra claramente uma pessoa sendo decapitada e outra morta a tiros, foi divulgada no fim de semana passado no site do "Conselho da Shura dos Mujahedin do Iraque".
Fontes russas afirmaram que o "Conselho da Shura" reúne vários dos grupos terroristas mais violentos do Iraque, entre eles o ramo iraquiano da rede internacional Al Qaeda, e são os mesmos que há pouco mais de uma semana assumiram a autoria do assassinato de dois soldados americanos.
Como condição para libertar seus reféns, os seqüestradores tinham exigido da Rússia a retirada de suas tropas da Chechênia e a libertação de "todos os lutadores islâmicos presos" em um prazo de 48 horas, ultimato que Moscou rejeitou categoricamente.