Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Rússia oferece recompensa para quem identificar rede anônima online

A rede online Tor é gratuita, permite que uma pessoa se conecte anonimamente à Internet, sem revelar sua identidade ou localização, ao redirecionar a conexão por uma série de computadores e aplicar criptografia às mensagens trocadas por meio dela. A Rússia está oferecendo uma recompensa de 3,9 milhões de rublos (o equivalente a R$ 242 mil) para quem descobrir uma forma de identificar os usuários da rede Tor.

Quarta, 30 de Julho de 2014 às 07:23, por: CdB
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A rede Tor é usada por 500 mil pessoas por dia para navegarem sem serem rastreadas
A rede online Tor é  gratuita, permite que uma pessoa se conecte anonimamente à Internet, sem revelar sua identidade ou localização, ao redirecionar a conexão por uma série de computadores e aplicar criptografia às mensagens trocadas por meio dela. A Rússia está oferecendo uma recompensa de 3,9 milhões de rublos (o equivalente a R$ 242 mil) para quem descobrir uma forma de identificar os usuários da rede Tor. A Tor é usada diariamente por 500 mil pessoas, em média. A maioria está nos Estados Unidos e no Brasil, que tornou-se, em mea­dos de 2013, o segundo país que mais a usa. Segundo o jornal The Guardian, a Rússia é o quinto país em números de usuários, com mais 210 mil. Os participantes do concurso promovido pelo governo russo devem ser cidadãos russos e enviar suas propostas até 13 de agosto. Espionagem A rede Tor ganhou destaque após o escândalo envolvendo a espionagem digital promovida pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos. O autor das denúncias, o americano Edward Snowden, está atualmente asilado na Rússia e usa uma versão do programa Tor para se comunicar. Os documentos vazados por Snowden trazem indícios de que a NSA e sua equivalente britânica, GCHQ, tentaram por diversas vezes quebrar o anonimato conferido pela rede Tor. No início de julho, o Parlamento russo aprovou uma lei que requer que empresas de internet armazenem os dados de usuários russos em centros de dados no próprio país. Mocinhos e bandidos A rede foi originalmente criada pelo Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos e é usada por pessoas para enviar informações pela internet sem serem rastreadas. Entre seus usuários, estão tanto jornalistas e policiais quanto criminosos envolvidos com atividades como tráfico de drogas e abuso de menores. Em seu relatório financeiro, a ONG que gere a rede confirmou que o Departamento de Defesa americano está entre os seus maiores apoiadores, tendo enviado no ano passado US$ 830 mil para o projeto por meio de um centro de pesquisa independente. Outras áreas do governo americano contribuíram com mais US$1 milhão para a manutenção da rede.
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