A Rússia lembrou nesta sexta-feira o quinto aniversário do naufrágio do submarino nuclear Kursk, no qual morreram seus 118 tripulantes, enquanto especialistas advertiram que podem ocorrer novas tragédias devido às carências profissionais e técnicas da Marinha russa.
Em 12 de agosto de 2000, uma explosão acidental na câmara de torpedos do Kursk provocou o afundamento do submarino no mar de Barents, naufrágio que o comando militar russo classificou como o maior desastre na história da Marinha do país.
As operações de resgate foram inúteis e realizadas em meio a um grande sigilo e falta de informação oficial fidedigna, o que gerou uma crise de confiança no presidente da Rússia, Vladimir Putin, que para surpresa de todos não se pronunciou.
Nesta sexta-feira, na mesma hora em que há cinco anos aconteceu a explosão que causou o naufrágio do Kursk, foi feito um minuto de silêncio e todas as bandeiras das frotas russas foram hasteadas a meio mastro.
Em Moscou, em frente ao museu das Forças Armadas da Rússia, foi realizada uma cerimônia solene liderada pelo chefe do Estado-Maior Geral e da Marinha, almirante Vladímir Masorin, à qual assistiram familiares dos tripulantes do Kursk.
Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026
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