Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Rússia expulsa militares de base aérea na Crimeia e consolida anexação

Sábado, 22 de Março de 2014 às 13:10, por: CdB
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Militares leais ao governo russo aguardam a tomada de base aérea na Crimeia
Ex-comandante da base aérea Belbek na Crimeia, Juliy Mamchur disse, neste sábado, que ele seria levado pelas forças russas para negociações depois que eles entraram na base com veículos blindados e fuzis automáticos. Um ucraniano foi ferido na tomada da base, que era uma das últimas instalações militares na Crimeia "ainda sob o controle da Ucrânia", disse o coronel Mamchur à agência inglesa de notícias Reuters. Perguntado se achava que iria retornar com segurança das negociações em um local não especificado, ele disse: – Vamos esperar para ver. Por agora, estamos concentrando todas as nossas armas no armazenamento da base – disse. Na versão do vice-comandante da base aérea ucraniana em Belbek, Oleg Podovalov, as tropas da Rússia chegaram a atacar as instalações militares, que fica perto da cidade de Sebastopol, capital da região autônoma da Crimeia. Trata-se da quinta base ucraniana tomada por homens leais ao Estado de direito e à Rússia desde que o presidente russo, Vladimir Putin, deu aval à anexação da Crimeia, na terça. A incorporação foi referendada na sexta por mais de 97% por cento da população, mas não é reconhecida por um governo de facto instalado em Kiev, com apoio de forças neonazistas que, agora, conta com apoio dos Estados Unidos e da União Europeia. Segundo o comandante, os soldados ocuparam a base usando dois veículos blindados, após derrubar os portões da instalação militar. Houve uma rápida troca de tiros entre as forças de ocupação e os militares ucranianos, que terminou com um soldado ucraniano levemente ferido. Antes, diz Podovalov, os militares russos cercaram a pista de pouso da base e deram um ultimato até 14h30 locais (9h30 em Brasília) para que os ucranianos se rendessem ou sofressem as consequências. A ação aconteceu apenas algumas horas depois que cerca de 200 crimeianos ocuparam uma base aérea em Novofedorivka, no oeste da península. Desarmados, os ativistas quebraram janelas e trocaram a bandeira ucraniana pela da Marinha russa. Os soldados ucranianos tentaram resistir, jogando bombas de gás lacrimogêneo contra os invasores, mas se mantiveram dentro dos prédios da base. Nos últimos cinco dias, outras cinco bases foram tomadas por homens armados ou ativistas pró-Rússia. O incidente mais grave ocorreu em Simferopol, onde um soldado ucraniano e um miliciano pró-Rússia foram mortos a tiros. Na cidade de Sebastopol, o comandante da Marinha ucraniana, Serhiy Haiduk, foi detido por dois dias por autoridades da Crimeia após a invasão do quartel-general. Fim de conversa O aumento na pressão sobre as forças pró-Rússia na região tem levado o governo de facto da Ucrânia a promover uma retirada total das tropas no território anexado à Rússia. Na véspera, o ministro da Defesa, Igor Teniuk, disse que espera uma ordem do representante das forças neonazistas Olexander Turchinov para decidir o futuro das tropas na Crimeia. Neste sábado, o Ministério de Defesa da Ucrânia afirmou que os militares que se retirarem da Crimeia serão recebidos como heróis e não como desertores. Mais cedo, o comandante da base de Kerch, Alexei Nikiforof, disse que não teve qualquer assistência do governo ucraniano. Ele declarou, ainda, que a maioria de seus soldados se incorporaram às forças russas e que apenas 50 querem continuar a servir à Ucrânia. Já o ministério de Defesa russo afirma que, dos 18 mil militares ucranianos na região, apenas 2 mil querem se manter sob o controle de Kiev. Moscou também diz que, dos 67 navios da Marinha ucraniana que estão na Crimeia, as tripulações de 54 mudaram de lado e passam a pertencer à Rússia. Na mesma moeda Ainda nesta sábado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que Moscou tem o direito de responder na mesma moeda à segunda leva de sanções impostas pela União Europeia, por causa da anexação da Crimeia, região da Ucrânia. A UE impôs um novo conjunto de sanções na sexta-feira, acrescentando 12 russos e ucranianos a uma lista de pessoas visadas pela UE cujos bens serão congelados e que serão proibidas de viajar. Agora existem 33 pessoas na lista. "É uma pena que o Conselho Europeu tenha tomado essa decisão que está divorciada da realidade. Acreditamos que está na hora de voltarmos para a plataforma de cooperação pragmática, que reflete os interesses dos nossos países. No entanto, é claro que o lado russo se reserva ao direito de dar uma resposta comparável às ações tomadas", disse o porta-voz do Ministério, Alexander Lukashevich, em uma declaração no site do ministério.
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