Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Rússia espanta submarino dos EUA e tensão aumenta na Ucrânia

Sábado, 09 de Agosto de 2014 às 12:53, por: CdB
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Um submarino norte-americano da classe Virgínia foi expulso das águas territoriais russas, segundo autoridades daquele país
As forças anti-submarino da Frota do Norte da Rússia detectou um submarino estrangeiro em águas de fronteira do país e o "expulsou", afirmaram agências de notícias russas neste sábado, citando um porta-voz da equipe principal da Marinha do país, sem identificá-lo. Um submarino estrangeiro, que presume-se ser uma embarcação da classe Virginia da Marinha norte-americana, foi detectado pelas forças da Frota do Norte em serviço no mar de Barents no dia 7 de agosto, disse o porta-voz. Uma autoridade da Defesa dos Estados Unidos, que falou sob a condição de anonimato, não pode confirmar o incidente e não forneceu comentário sobre a reivindicação russa. – Um grupo de ataque anti-submarino e aviões anti-submarino Ilyushin Il-38 foram enviados para a referida área para procurar e acompanhar o submarino. As manobras ativas das forças anti-submarino da Frota do Norte expulsaram o submarino das águas de fronteira da Federação Russa – disse o porta-voz da Marinha russa, segundo a agência russa de notícias Interfax. O ocorrido pode ser o mais recente sinal das crescentes tensões entre Moscou e Washington sobre a crise na Ucrânia. 'Conto de fadas' Diante do aumento da tensão no norte do país, o governo neonazista da Ucrânia disse, por meio de nota divulgada neste sábado, em um esforço de propaganda, ter impedido uma tentativa da Rússia de enviar tropas sob o disfarce de forças de paz com o objetivo de provocar um conflito militar em larga escala, declaração que Moscou qualificou como sendo um “conto de fadas”. A Ucrânia já fez declarações similares sobre a agressão russa durante os meses de conflito com os separatistas, que diz serem apoiados por Moscou, na sua fronteira oriental com a Rússia. Nenhuma delas pode ser verificada de forma independente. Um assessor do presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse que um grande comboio militar russo estava se dirigindo para a fronteira na sexta-feira a partir de um suposto acordo com a Cruz Vermelha, mas tinha parado depois de um apelo de Kiev para a Rússia. Não ficou imediatamente claro de qual comboio o assessor de Poroshenko estava se referindo. O Ministério da Defesa da Rússia disse na sexta-feira que tinha terminado seus exercícios militares no sul da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia, que os Estados Unidos haviam criticado como sendo provocação. – Um grande comboio militar, acompanhado por soldados e equipamentos russos, estava se movendo em direção à fronteira ucraniana, supostamente devido a um acordo com a Cruz Vermelha – disse Valery Chaly, vice-chefe da administração de Poroshenko. Ninguém da Cruz Vermelha estava imediatamente disponível para comentar o assunto. – Uma coluna humanitária com ‘soldados da Paz’ deveria entrar no território da Ucrânia, claramente para provocar um conflito em grande escala – disse, de acordo com o serviço de imprensa da Presidência da Ucrânia. Chaly disse que Poroshenko manteve conversas urgentes com seus chefes de segurança e líderes mundiais, embora não tenha especificado quais. O ministro das Relações Exteriores, Pavlo Klimkin, disse separadamente que ele tinha ligado para seu colega russo, Sergei Lavrov, que lhe garantiu que o comboio seria parado. Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, rejeitou a declaração de Chaly. – Cada dia Kiev está mais e mais inventiva na criação de contos de fada – disse, destacando que protocolos especiais precisam ser concluídos antes de tropas russas serem enviadas ao exterior. Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, disse por telefone: – Nós não sabemos o que (os ucranianos) estão falando porque nada disso ocorreu. Conversa no avião Ainda nesta manhã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sobre a situação na Ucrânia durante a bordo de avião da Força Aérea. Obama estava voando para Massachusetts, a caminho das férias de duas semanas com sua família. Não foram fornecidos detalhes sobre a conversa entre os dois líderes.
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