Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Rússia e Otan pedem eleições livres na Ucrânia

Quinta, 09 de Dezembro de 2004 às 16:53, por: CdB
A Otan e a Rússia assinaram uma nota conjunta em que defendem a realização de eleições livres e justas na Ucrânia.

O comunicado foi emitido em um dia em que ministros das Relações Exteriores da aliança militar ocidental e da Rússia se encontraram em Bruxelas. Moscou e o Ocidente enfrentaram semanas de tensão em razão da crise eleitoral ucraniana.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse que o acordo com a Rússia "é uma grande conquista".

A declaração acontece após um acordo entre governo e oposição na Ucrânia para a realização de um novo segundo turno da eleição presidencial em 26 de dezembro.

No mês passado, o candidato governista, o primeiro-ministro Viktor Yanukovych, venceu o oposicionista, Viktor Yushchenko, que denunciou fraude e liderou uma onda de protestos nas ruas. A vitória de Yanukovych no pleito original foi anulada.

Comunicado

"Nós apelamos a todas as partes a continuar a evitar o uso da violência, a não intimidar os eleitores, a trabalhar por um processo eleitoral livre e justo, que represente a vontade do povo ucraniano", afirma o comunicado da Otan e da Rússia.

A disputa acerca do resultado eleitoral na Ucrânia provocou desentendimentos entre a Rússia e a União Européia.

O premiê Yanukovich tinha apoio de Moscou, enquanto Yuchenko era o favorito dos países ocidentais.

Na capital ucraniana, Kiev, os funcionários do governo começaram a voltar ao trabalho, após a diminuição do volume dos protestos da oposição.

Os simpatizantes de Yuschenko, que se vestiam de laranja, desmontaram os bloqueios que tinham erguido ao redor dos prédios governamentais.

Os funcionários públicos retomaram suas funções após 17 dias de protestos.

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