Rússia e Estados Unidos assinaram nesta quinta-feira um acordo para a devolução e a conservação no território russo do combustível nuclear dos reatores atômicos de fabricação soviética que estão em outros países.
O documento foi firmado pelo diretor da Agência Federal de Energia Atômica da Rússia, Alexandr Rumiantsev, e o secretário de Energia dos Estados Unidos, Spencer Abraham, informou Nikolai Shingariov, porta-voz do organismo russo.
- Ao longo dos próximos anos, o combustível nuclear de 17 reatores atômicos experimentais russos localizados nas antigas repúblicas soviéticas, no lesta da Europa e no sudeste da Ásia serão devolvidos à Rússia - disse Shingariov à agência Itar-Tass.
O porta-voz acrescentou que "a assinatura do acordo impedirá a proliferação do armamento nuclear e reduzirá as possibilidades de que as organizações terroristas internacionais possam conseguir materiais físseis".
Segundo o acordo, os EUA assumirão a maior parte das despesas relacionados com o armazenamento e o transporte do combustível nuclear até as usinas de reciclagem e depósitos em território russo, disse o funcionário.
O acordo se refere aos reatores de fabricação soviética que atualmente estão na Bulgária, na Polônia, no território da antiga República Democrática Alemã e em alguns países da antiga Iugoslávia. Também há reatores desse tipo em Ucrânia, Bielorrússia, Cazaquistão, Uzbequistão, China, Vietnã, Coréia do Norte e Líbia.
Shingariov explicou que a Rússia não repatriará o combustível nuclear dos reatores na China e na Coréia do Norte, porque o acordo estabelece como prioritária a devolução do material nuclear dos países que não podem garantir sua segurança.