O presidente russo Dimitri Medvedev disse neste sábado que espera que o prêmio Nobel da Paz que o presidente norte-americano Barack Obama ganhou dê o "estímulo adicional" para que as relações entre os dois países melhorem.
"Vejo esse passo do comitê do Nobel como uma evidência de uma visão realista das dinâmicas do desenvolvimento global. Espero que esta decisão dê o estímulo adicional para nosso trabalho conjunto para criar um novo clima na política internacional" disse Medvedev num comunicado no qual parabenizou Obama.
Obama ganhou o prêmio numa decisão surpresa na sexta-feira no seu primeiro ano de mandato. O prêmio foi dado mais por causa das promessas de Obama do que por suas conquistas, portanto foi questionado em partes do mundo. O governo de Obama prometeu "recomeçar" as relações entre Estados Unidos e Rússia, que atingiram um dos piores níveis desde o fim da Guerra Fria. As relações esfriaram especialmente durante as administrações de Vladimir Putin, que agora é primeiro-ministro, na Rússia, e de George W. Bush nos EUA.
Mas o relacionamento entre os dois países avançou no mês passado quando Obama cancelou os planos de Bush para criar um sistema de defesa contra mísseis intercontinentais no Leste Europeu. Isso agradou à Rússia, que havia visto o projeto como uma ameaça à sua segurança nacional. Washington quer envolver Moscou de forma mais ativa em um novo plano de defesas anti-mísseis contra projéteis provenientes do Irã e de outros países. O plano revisado recebeu sinal de boas-vindas frio da Rússia, que está à espera de mais detalhes sobre como ele funcionará.
Medvedev disse no sábado que está comprometido com a melhora das relações com os EUA.
"Eu gostaria de confirmar nossa disposição de melhorar uma interação construtiva com o objetivo de desenvolver as relações entre Rússia e EUA tendo como base os princípios de direitos iguais, de respeito mútuo e consideração pelos interesses do outro", afirmou na nota.
Apoio de Fidel
O ex-presidente cubano Fidel Castro qualificou como uma "medida positiva" a concessão do prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e disse que compensava "o revés" que sofreu com a perda da cidade de Chicago em sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Em um artigo publicado no sábado na imprensa oficial do país, Castro disse que considerava o prêmio como "uma crítica à política genocida que não poucos presidentes deste país seguiram".