Domingo, 09 de Novembro de 2014 às 15:08, por: CdB
Vladimir Putin reduz, aos poucos, o fornecimento de gás da Rússia à Europa
Rússia e China assinaram os termos para um acordo de fornecimento de gás pela chamada rota ocidental, meses depois que os dois países selaram um acordo de US$ 400 bilhões em que Moscou entregará à Pequim 38 bilhões de metros cúbicos de gás por ano.
O memorando de entendimento foi assinado entre a russa Gazprom e a estatal chinesa National Petroleum Corporation (CNPC), afirmou o governo russo em comunicado.
Sob os termos do novo entendimento, a CNPC também vai comprar 10 por cento de participação na russa Vankorneft, que é uma subsidiária da maior petrolífera russa, a Rosneft.
Crescimento garantido
Apesar da crise do capitalismo internacional, os riscos enfrentados pela economia da China não são tão assustadores e o governo está confiante de que pode afastar os perigos, disse o presidente Xi Jinping a líderes globais de negócios no domingo, para dissipar as preocupações sobre a segunda maior economia do mundo.
Em um discurso para executivos na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), Xi disse ainda que se a economia chinesa crescer 7%, ainda estará na vanguarda das economias do mundo.
A economia da China, a segunda maior do mundo, teve um ano difícil. O crescimento no terceiro trimestre caiu para níveis não vistos desde a crise financeira global de 2008/09, arrastada por uma desaceleração no setor imobiliário e exportações instáveis.
– Algumas pessoas temem que o crescimento econômico da China vá cair ainda mais? De fato, há riscos, mas não são tão assustadores. Mesmo com um crescimento de cerca de 7%, independentemente da velocidade, estamos entre os melhores do mundo – disse Xi, observando que a economia da China manteve-se "estável".
Infra-estrutura
As observações de Xi foram feitas um dia depois de dados mostrarem que o crescimento anual das exportações e importações chinesas perdeu a força em outubro, em mais um sinal de fragilidade na economia que pode levar os políticos a tomar novas medidas para incentivar o crescimento.
Para garantir que a economia possa crescer em torno de 7,5% este ano, a China afrouxou políticas monetária e fiscal desde abril.
Os governos regionais têm acelerado os gastos em alguns projetos de infra-estrutura e aboliram os limites sobre o número de casas que os chineses podem comprar. O Banco Central também injetou empréstimos de curto prazo para os bancos, para aumentar a oferta de crédito e reduzir as taxas de hipotecas para alguns compradores de imóveis.
No entanto, os resultados gerados não têm sido tão bons quanto alguns esperavam, alimentando especulações de que a China pode ter que cortar as taxas de juros ou reduzir depósitos compulsórios, medidas que Pequim nega estarem entre as opções.
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