O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, classificou como contraprodutivas as medidas dos Estados Unidos e da União Européia (UE) para levar o caso do programa nuclear iraniano ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), disse a agência de notícias RIA Novosti nesta quarta-feira.
Para ele, envolver o conselho - que tem poder de impor sanções - poderia levar a uma "politização desnecessária" enquanto o Irã ainda coopera com a Agência Nuclear de Energia Atômica (AIEA) e ainda não retomou o enriquecimento de urânio, a parte mais sensível do ciclo de combustível nuclear.
A Rússia constrói um reator nuclear de um bilhão de dólares para o Irã e vê o país como um aliado no Oriente Médio. Ela é um dos cinco membros permanentes do conselho - os outros são EUA, Grã-Bretanha, França e China - e pode usar seu poder de veto para impedir qualquer iniciativa contra o Irã.
Nesta terça-feira, a UE distribuiu um esboço de resolução pedindo que a AIEA (ligada à ONU) encaminhasse o caso ao conselho. O Irã reagiu furiosamente, alertando que poderá abandonar o Tratado de Não-Proliferação nuclear (NPT) e voltar a enriquecer urânio.
- O Irã não está violando suas obrigações e suas ações não ameaçam o regime de não-proliferação - disse Lavrov em discurso à Universidade Stanford, de acordo com a agência de notícias.