Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Rússia começa a libertar ativistas do Greenpeace

As autoridades russas começaram nesta terça-feira a retirar as acusações contra 30 pessoas que participaram de um protesto do Greenpeace no Oceano Ártico. Os 28 ativistas e dois jornalistas freelancer foram presos em setembro, quando realizaram uma manifestação no mar.

Terça, 24 de Dezembro de 2013 às 08:50, por: CdB
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Navio Arctic Sunrise segue apreendido pelas autoridades russas
As autoridades russas começaram nesta terça-feira a retirar as acusações contra 30 pessoas que participaram de um protesto do Greenpeace no Oceano Ártico. Os 28 ativistas e dois jornalistas freelancer foram presos em setembro, quando realizaram uma manifestação no mar, abordando uma plataforma petrolífera russa. Eles foram indiciados por vandalismo e respondiam ao processo em liberdade, sob fiança. Mas, na semana passada, o governo russo anunciou uma anistia a diversas pessoas envolvidas em acusações de cunho político o que contemplou não só os ativistas do Greepeace, como também o milionário russo Mikhail Khodorkovsky (que passou dez anos na prisão por evasão fiscal e roubo) e as integrantes do grupo punk Pussy Riot. A ampla anistia aprovada pelo Parlamento russo abre caminho para que 20 mil pessoas sejam soltas. Entre os ativistas do Greenpeace está a brasileira Ana Paula Maciel. Ainda não há informações sobre se as acusações contra ela já foram retiradas, mas todos os envolvidos devem ser contemplados pela medida. O Greenpeace noticiou nesta terça-feira que um dos seus ativistas recebeu a informação de que as acusações contra ele haviam sido retiradas. A entidade espera que isso aconteça com os demais agora. A porta-voz russa do Greenpeace, Maria Favorskaya, disse à agência de notícias France Presse que três pessoas também receberam a mesma informação. Dos 30 acusados, 26 eram estrangeiros, de 16 países diferentes. O Greenpeace informou que eles poderão deixar a Rússia assim que receberem vistos. Eles não estão com os documentos corretos para permanecer no país, e agora precisam receber um visto de saída para poder deixar a Rússia. - Nós sabemos que receber estes carimbos seria o melhor presente de Natal para os '30 do Ártico', e esperamos que isso aconteça em breve, mas até isso acontecer não conseguimos precisar quando eles poderão sair - disse o Greenpeace, em nota à imprensa. O navio da entidade o Arctic Sunrise  segue apreendido. Os ativistas chegaram a ser indiciados por pirataria crime que prevê penas mais duras mas as acusações foram abandonadas.
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