A Rússia confirmou, nesta quarta-feira, a sua intenção de aderir à Organização Mundial do Comércio (OMC), e disse que o Cazaquistão e Belarus, que têm uma união alfandegária com Moscou, deveriam participar como entidades à parte, embora de forma coordenada e com uma posição comum. A declaração, feita por autoridades após uma reunião comercial com a União Europeia em Estocolmo, elimina parte da confusão gerada neste ano pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, que declarou que a Rússia só entraria para a OMC como parte de uma união alfandegária - algo inédito na história desse organismo global.
– Queremos que as conversas com a OMC transcorram rapidamente e sejam concluídas em breve. Depois que a união alfandegária foi formada, alguns interpretaram isso como um sinal de que a Rússia estaria perdendo interesse na OMC. Isso está errado. Confirmamos que aderir a OMC continua sendo nossa meta. Os membros da união alfandegária irão aderir à OMC como entidades separadas, mas de forma sincronizada, com posições comuns – disse a jornalistas o embaixador russo junto à UE, Vladimir Chizhov.
A entrada na OMC abriria mercados para a Rússia, ao mesmo tempo em que tornaria o mercado local mais acessível a outros países da organização. A Rússia discute sua adesão há 16 anos, mas o processo parou várias vezes devido a disputas diversas, e a OMC exige como pré-requisito que Moscou resolva várias pendências comerciais e tarifárias.