Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Rússia alerta os EUA sobre um ataque sem permissão na Síria

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou os Estados Unidos que um ataque aéreo contra o grupo terrorista Estado Islâmico dentro do território sírio, sem a permissão do governo de Damasco, é uma "flagrante violação" do direito internacional.

Quinta, 28 de Agosto de 2014 às 09:12, por: CdB
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Rússia alerta norte-americanos sobre a quebra de soberania nacional na Síria
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou os Estados Unidos que um ataque aéreo contra o grupo terrorista Estado Islâmico dentro do território sírio, sem a permissão do governo de Damasco, é uma "flagrante violação" do direito internacional. - Os norte-americanos anunciaram que vão bombardear os terroristas na Síria sem a aprovação (governo sírio), dissemos que esta é uma violação flagrante do direito internacional - disse Lavrov'. Segundo ele, os Estados Unidos finalmente admitiu que os terroristas estão na linha de frente da luta contra o governo sírio. - A luta contra o terrorismo é uma obrigação (...), mas, a fim de isolar os terroristas, EUA tem que coordenar com as autoridades sírias - disse o ministro das Relações Exteriores russo. Ele também criticou o duplo padrão que caracteriza a política norte-americana, denunciando que Washington se opôs à entrada dos comboios de ajuda humanitária da Rússia na Ucrânia e afirmando que isso seria uma violação da soberania dos ucranianos. No entanto, Lavrov acrescentou, os Estados Unidos forneceram vários tipos de apoio a grupos na Síria, sem o consentimento de Damasco, mas isso não é considerado uma violação da soberania do país árabe. Enquanto algumas autoridades americanas levantaram a possibilidade de realizar um bombardeio nas regiões dominadas pelo Estado Islâmico na Síria, o governo de Damasco alertou que qualquer esforço para combater o terrorismo no território sírio deve ser feito com a sua permissão e consentimento. Ucrânia Rep/WebA Comissão Europeia está preocupada com as últimas informações sobre a crise na Ucrânia, declarou Maya Kosyanchich, secretária de imprensa da сomissária europeia para a política externa, Catherine Ashton. - Estamos preocupados ao máximo com as últimas informações sobre o desenrolar dos acontecimentos - disse ela. - Declaramos novamente que apoiamos a solução política mais rápida possível da crise na base de respeito à soberania e à integridade territorial da Ucrânia - ressaltou Kosyanchich. Os ministros das Relações Exteriores dos países-membros da União Europeia realizarão um encontro em Milão, na Itália, quando também discutirão o caso ucraniano. No entanto, boa parte dos problemas políticos vividos pela Ucrânia atualmente foram induzidos de forma direta ou indireta pela própria União Europeia. A crise começou em meados de fevereiro, quando as atuais autoridades ucranianas assumiram o poder do país contrariamente ao desejo de boa parte da população, especialmente aquela da região leste, que considerou o ato um golpe. Desde abril, as tensões aumentaram, culminando em investidas militares do governo e gerando diversos conflitos na região. Os europeus apoiaram a tomada de poder e até hoje permanecem ao lado dos governantes, mesmo com as investidas militares contra a própria população do país. Milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas nos confrontos. Um sem número de famílias teve que mudar de cidade ou mesmo fugir para a Rússia. Outra contribuição prejudicial da União Europeia aconteceu quando o governo russo foi acusado, sem provas, de enviar armamento e apoio econômico para a população contrária ao atual governo, fato este negado pelo governo de Moscou. Mesmo a ajuda humanitária enviada pela Rússia foi duramente questionada pelas autoridades ucranianas e europeias, novamente, sem qualquer tipo de prova, talvez apenas numa tentativa de desviar o foco. Este apoio a tomada de poder na Ucrânia ocorreu porque a União Europeia não queria uma aproximação entre o país e a Rússia, conforme estava inclinado o governo ucraniano anterior, por isso, sempre paira a dúvida se este desejo em ajudar na resolução dos conflitos no leste ucraniano não é mais uma forma da União Europeia evitar uma aproximação entre russos e ucranianos. O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone, nesta quarta-feira (27), com a chanceler alemã, Angela Merkel. Eles concordaram em se esforçar conjuntamente para contribuir para um rápido desfecho dos conflitos na Ucrânia, aliviar a grave situação humanitária no sudeste do país e resolver a crise por via política. Os dois líderes apontaram que o grupo de contato para a questão ucraniana deve retomar o trabalho o mais breve possível, a fim de aliviar os conflitos. Foram ainda consideradas muito urgentes as negociações sobre o transporte do gás natural da Rússia para a Europa via Ucrânia, talvez aí, nesta questão, esteja o verdadeiro interesse da União Europeia na situação ucraniana. Putin disse que a Rússia decidiu enviar um novo lote de apoio humanitário para as regiões de Lugansk e Donetsk, na Ucrânia. Ele também informou a Merkel os resultados de seu encontro com os países membros da União Aduaneira, o presidente ucraniano e os representantes da União Europeia, realizado nesta terça-feira, em Minsk, capital da Bielorrússia. Durante o encontro, os participantes discutiram as possíveis consequências provocadas pelo acordo de associação entre Ucrânia e europeus. Segundo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukasenko, o encontro deu um impulso para resolver a crise ucraniana, mas não resultou em nenhum acordo escrito.
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