Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Rússia adia por uma semana o corte de gás à Ucrânia

A Ucrânia quitou parte de sua dívida de gás com a Rússia, após enviar US$ 786 milhões para Moscou. O pagamento, referente ao fornecimento dos meses de fevereiro e março, era um pré-requisito para a continuação das negociações sobre o preço do gás e foi confirmado pelo Ministério de Energia russo nesta segunda-feira.

Segunda, 02 de Junho de 2014 às 07:59, por: CdB
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Recentemente, a Rússia aumentou a pressão sobre o país com relação ao fornecimento de gás
A Ucrânia quitou parte de sua dívida de gás com a Rússia, após enviar US$ 786 milhões para  Moscou. O pagamento, referente ao fornecimento dos meses de fevereiro e março, era um pré-requisito para a continuação das negociações sobre o preço do gás e foi confirmado pelo Ministério de Energia russo nesta segunda-feira. Recentemente, a Rússia aumentou a pressão sobre o país com relação ao fornecimento de gás, convocando Kiev a quitar suas dívidas e determinando pagamentos antecipados para as entregas a partir de junho. Caso não houvesse pagamento algum, Moscou havia ameaçado cortar o abastecimento a partir desta terça-feira. Com o primeiro passo em direção à amortização da dívida, o grupo russo Gazprom adiou o regime de pagamento antecipado. A Ucrânia tem agora até 9 de junho para pagar mais uma parte da dívida. A Rússia assegura que a dívida total da Ucrânia chegava a US$ 5,2 bilhões dos quais uma parcela foi, portanto, paga pela companhia ucraniana Naftogaz nesta segunda-feira. Kiev, entretanto, ainda se recusa a pagar o valor do gás estipulado por Moscou. Enquanto a Ucrânia insiste no preço de US$ 268,50 por mil metros cúbicos, a Rússia exige o valor de US$ 485  preço maior do que o pago por todos os clientes da Gazprom. Para esta segunda-feira, está prevista uma nova rodada de negociações em Bruxelas. O objetivo é buscar uma solução para a disputa entre as duas ex-repúblicas soviéticas. A Ucrânia recebeu gás subsidiado do país vizinho durante anos, mas depois da queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovytch, em fevereiro, Moscou cortou os descontos. A União Europeia (UE) teme que a crise e a disputa pelo gás entre os dois países interrompa o fornecimento de gás para o restante do continente. A Gazprom, maior produtora de gás da Rússia, fornece cerca de um terço do gás natural consumido na Europa.
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