O ator Russell Crowe teve que fazer um regime para engordar quando concordou em fazer o papel do capitão Jack Aubrey no filme "Master and Commander: The Far Side of The World", seu mais recente trabalho, que estréia no Brasil no dia 30 de janeiro.
O personagem original do livro de Patrick O'Brien é um homem de mais de cem quilos e Russel Crowe teve que entrar numa dieta adequada para atingir o peso. O diretor Peter Weir, diretor de "O Show de Truman" e "A Sociedade dos Poetas Mortos", entretanto, decidiu não se ater tanto ao texto original.
Russell Crowe despontou com mais força nas telas do mundo todo como Maximus, no filme Gladiador, passado na época romana, e agora volta às como um capitão da marinha louro, de rabo de cavalo, nas guerras napoleônicas em Master and Comander.
Crowe contou em recente entrevista que não teve problemas para interpretar o comandante Jack Aubrey, um oficial inglês.
— Sou muito consciente de que venho de um país de língua inglesa e de um mundo de língua inglesa, e também das conquistas dos meus antepassados. Por isso, tenho muito respeito pela Grã-Bretanha exceto quando o assunto é esportes — brinca Crowe.
A superprodução "Master and Commander: The Far Side of the World" custou a bagatela de US$ 120 milhões e as cenas da batalha em que um navio é afundado foram filmadas no mesmo célebre tanque em que o Titanic, de James Cameron, foi a pique.
Crowe disse também que achou o personagem Jack Aubrey fascinante. Ele conta que foi a descrição do diretor Peter Weir desse homem que passou a maior parte da sua vida em um navio e que cresceu na Marinha com as suas mãos calejadas, escalando cordas e subindo e descendo velas, que de repente pega um instrumento delicado e feminino como o violino e tirando dele os sons mais lindos é que o convenceu a atravessar os eventuais problemas no script e na pré-produção.
Mas Crowe confessa que não foi só o belo personagem que o convenceu a participar do filme. Ele diz que não poderia perder a oportunidade de trabalhar com o diretor de Piquenique na Montanha Misteriosa.
— Foi importante a idéia de trabalhar com Peter. Eu cresci vendo vários filmes dele e tive várias experiências em que Peter me empolgou, me emocionou e me levou às lágrimas — afirmou.
Para Russell Crowe, uma das coisas que se deve fazer é retribuir aqueles que nos inspiram.