Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de 2026

Ruralistas são maioria no Congresso

Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e do site Congresso em Foco mostra que cresceu o número de políticos ligados à área rural. O estudo também constata que diminuiu o número de sindicalistas e evangélicos. (Leia Mais)

Segunda, 14 de Maio de 2007 às 07:52, por: CdB

Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e do site <i>Congresso em Foco</i> mostra que cresceu o número de políticos ligados à área rural. O estudo também constata que diminuiu o número de sindicalistas e evangélicos.

O número de parlamentares empresários e ruralistas é maior no Congresso do que o total eleito para o mandato passado. Em contrapartida, o número de parlamentares sindicalistas e evangélicos diminuiu.

O estudo consultou deputados e senadores, entre titulares e suplentes, que exerceram mandato de fevereiro a abril de 2007. O trabalho foi publicado no livro O que esperar do novo Congresso - Perfil e agenda da legislatura 2007/2011.

O levantamento mostra que depois do escândalo das sanguessugas a bancada evangélica, que teve muitos deputados acusados de envolvimento no esquema irregular de vendas de ambulâncias, minguou.

Na Câmara, de 532 deputados que exerceram o mandato nos três primeiros meses da atual legislatura, 41 são evangélicos - em 2006 a bancada chegou a 60. No Senado, há dois parlamentares evangélicos.

Outra bancada que perdeu integrantes foi a sindicalista. No mandato passado, havia 74 sindicalistas no Legislativo. No Congresso atual, há 63 sindicalistas dos 618 parlamentares pesquisados. São 57 na Câmara e seis no Senado.

Constituída por empresários rurais, pecuaristas e agricultores e também por políticos que defendem as reivindicações desse setor, a bancada ruralista passou para 120 integrantes nesse mandato. São nove parlamentares a mais do que na legislatura anterior.

Dos 618 parlamentares pesquisados, 20% dos deputados e 15% dos senadores integram a bancada ruralista. Essa bancada é uma das mais fortes por causa da grande capacidade de conseguir aprovar propostas de seu interesse, principalmente quando se trata de benefícios de financiamento público ou de renegociações de dívidas.

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