Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Ruralistas dizem que se o MST retomar caminhada eles reiniciam a marcha

Terça, 12 de Agosto de 2003 às 19:31, por: CdB

Cerca de 500 produtores rurais realizaram nesta terça-feira um ato público em frente à sede do Centro de Tradições Gaúchas Caiboaté, em Santa Margarida do Sul, para continuar mobilizando os colegas da região.

Os fazendeiros estão monitorando a marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que estava se dirigindo a São Gabriel para pressionar pela desapropriação de 13 mil hectares da cidade.

Os ruralistas obedecem a uma liminar da Justiça que proibiu as marchas dos dois lados, mas garantem que vão para a rodovia se o MST retomar a caminhada. Os sem-terra devem recorrer nesta quarta da decisão da judicial.

Os colonos permanecem ocupando meia pista da BR-290 em forma de protesto. Eles também já estão em Santa Margarida do Sul, a apenas 18 quilômetros da área de concentração dos ruralistas. A Brigada Militar e a Polícia Rodoviária Federal permanecem preparadas para agir em caso de conflito.

Na manhã desta terça, houve princípio de conflito entre policiais e colonos. Como não tinham ainda sido notificados oficialmente para interromper a marcha, os sem-terra decidiram retomá-la.

Desarmaram barracas e ocuparam uma pista da rodovia, engarrafando o trânsito. Soldados de destacamentos de choque da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Brigada Militar se posicionaram em frente aos sem-terra, com granadas de gás lacrimogêneo e escopetas à mostra.

A decisão da Justiça busca evitar o confronto entre os dois lados, que chegaram a ficar separados por um ponte de apenas 70 metros, em São Sepé, trocando acusações e ofensas. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) marcou para o próximo sábado um evento de apoio ao MST em São Gabriel.

A prefeitura do município, que está apoiando os ruralistas, quer evitar a realização do ato público alegando que a manifestação pode causar problemas de segurança na cidade.

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