Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

"Rupertgate" faz vítimas dos 2 lados do Atlântico

Segunda, 18 de Julho de 2011 às 05:28, por: CdB

Jornais europeus já tratam os escândalos do grupo de comunicação do magnata Rupert Murdoch nos Estados Unidos de “Rupertgate”. Além das empresas britânicas, os ramos norte-americanos do império, entre os quais destaca-se a cadeira de televisão FOX, agora são alvo de investigações do FBI.

O jurista e procurador-geral norte-americano, Eric Holder, confirmou que parlamentares têm solicitado ao FBI que o grupo seja investigado e que o governo federal colocará suas agências para apurar a questão. Entre as acusações estariam grampos aos telefones das famílias das vítimas do ataque terrorista 11 de Setembro em 2001. O tema não poderia ser mais sensível entre as famílias norte-americanas.

Nos Estados Unidos, Murdoch é dono não apenas da Fox, como também do tradicional diário econômico The Wall Street Journal, adquirido em 2007.

Companheiros de tertúlias

Segundo o jornal El País, as investigações do FBI não são boas notícias nem para a FOX, nem para o partido Republicano. Afinal, afirma o periódico espanhol, a rede de televisão fez o papel de “porta-voz do partido conservador”. Entre os “companheiros de suas tertúlias” estariam Sarah Palin, Newt Gingrich e Rick Santorum.

Para o El País, se o Rupertgate se confirmar do lado de cá do Atlântico, atingirá seriamente a imagem da rede Fox. E poderá respingar, ainda, na imagem da CNN, já que Piers Morgan, que substitui o horário ocupado pelo legendário Larry King, com a sua aposentadoria, foi o editor mais jovem do tablóide que detonou a crise do grupo Murdoch, News of the World. Cria do magnata, o jovem e bem-sucedido jornalista está na mira do FBI com risco de ser intimado em suas investigações.

Em Londres, de volta à origem dos escândalos, as investigações sobre os delitos do grupo de Rupert atingiram, ainda, ninguém menos do que o segundo homem da Scotland Yard, John Yates, que oficialmente renunciou hoje ao seu cargo à frente da polícia metropolitana da Londres. Sua renúncia deu-se por ter decidido, em 2009, não reabrir as investigações sobre News of the World, apesar das evidências contidase em mais de 11 mil páginas de investigações de seus subordinados, relativas à prática de grampos ilegais e delitos afins por parte do periódico.

Próxima vítima

Também Rebekah Brooks, ex-diretora-geral da News International, foi presa e liberada após pagar fiança na madrugada desta 2a. feira, após ser interrogada durante mais de 12 horas pela Scotland Yard. Ela já havia renunciado às suas funções no grupo na 6ª. feira.

Quem será a próxima vítima?

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