O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, afirmou na segunda-feira que aceitou permanecer no cargo durante os quatro anos do segundo mandato do presidente George W. Bush, período em que ele diz esperar retirar as tropas norte-americanas do Iraque.
"Eu certamente esperaria que esse seja o caso (de retirar as tropas dentro de quatro anos), e espero que seja o caso", disse Rumsfeld a jornalistas que viajam com ele, ressaltando, porém, que não quer fazer previsões. "O presidente disse que (os soldados) vão permanecer enquanto for necessário, nem um dia a mais."
Rumsfeld fez uma escala no Kuweit a caminho do Afeganistão, onde na terça-feira assiste à posse do presidente reeleito Hamid Karzai. Em seguida, ele faz uma parada na Índia.
Rumsfeld fez seus primeiros comentários sobre a permanência no cargo no novo mandato de Bush. "A eleição acabou e o presidente me perguntou se eu estaria disposto a permanecer, e eu disse a ele que ficaria contente em fazê-lo", afirmou o secretário.
"Eu gosto de trabalhar com ele, ele é um bom líder, um excelente executivo, e também temos muitos desafios para o nosso país, e o Departamento de Defesa é parte disso."
Questionado sobre os erros do primeiro mandato, Rumsfeld citou os erros nas informações que levaram à guerra do Iraque. "Uma das nossas bases para irmos ao Iraque era a convicção de que eles tinham armas de destruição em massa que seriam encontráveis (e não foram). Então isso é claramente uma frustração."
"Mas acrescentou que "há muitas razões para fazer o que foi feito, e o povo iraquiano e o mundo estão vastamente melhores hoje, com Saddam e sua turma fora." Porém, Rumsfeld disse ainda que os serviços de inteligência não previram uma insurgência tão feroz no país, misturando "gente pró-Saddam com alguns terroristas e extremistas estrangeiros".