Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2026

Rumsfeld ao Iraque: "Nem pense em usar armas químicas"

No início de um giro pela Europa, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, enviou da Itália um recado para o Iraque, advertindo o regime de Saddam Hussein para não lançar mão de armas químicas e biológicas.

Sexta, 07 de Fevereiro de 2003 às 11:28, por: CdB

No início de um giro pela Europa, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, enviou da Itália um recado para o Iraque, advertindo o regime de Saddam Hussein para não lançar mão de armas químicas e biológicas. "Nós estamos enviando mensagens muito claras para as pessoas que o cercam para que não usem essas armas", declarou Rumsfeld, que manteve conversações com o premier italiano, Silvio Berlusconi. "Caso eles usem essas armas, vão se arrepender", completou. O secretário norte-americano fez suas declarações em resposta a um jornalista, o qual lembrou que o presidente George W. Bush declarou que Saddam teria autorizado comandantes militares a usar armas químicas no caso de uma ação militar contra o Iraque. Os jornalistas quiseram saber se os Estados Unidos considerariam também uma retaliação nuclear. O secretário respondeu que não discutiria esse assunto e recusou-se a entrar em detalhes sobre as declarações de Bush. Com as autoridades italianas, Rumsfeld discutiu as relações bilaterais e dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O secretário visitou as tropas norte-americanas na base aérea de Aviano, no norte do país, antes de seguir para a Alemanha, onde participaria de uma reunião de autoridades européias da segurança, em Munique. Polêmica Outro ponto controverso na entrevista coletiva foi uma pergunta sobre um comentário que Rumsfeld teria feito na quarta-feira, quando teria comparado a Alemanha à Líbia e a Cuba. Essa declaração foi reproduzida com destaque na imprensa alemã. "Como o senhor pode comparar alguém como Fidel Castro com (o chanceler alemão Gerhard) Schroeder?", perguntou um repórter. Rumsfeld disse que foi "perguntado que países estão apoiando o esforço dos EUA em relação ao Iraque, que países ofereceram ajuda e que países se opuseram". "Coincidiu que esses são alguns dos países que se opuseram", acrescentou Rumsfeld. "Eu não consigo imaginar por que isso causaria alvoroço em qualquer país". Na quarta-feira, Rumsfeld disse: "Há três ou quatro países que disseram que não fariam nada; eu acho que Líbia, Cuba e Alemanha são alguns dos que indicaram que não ajudariam de forma alguma, eu acho". Na conferência de Munique, deste fim de semana, Rumsfeld deve se encontrar com o ministro alemão da Defesa, Peter Struck. A ministra da Defesa da França, Michèle Alliot-Marie; o ministro da Defesa da Rússia, Igor Ivanov; e o secretário-geral da Otan, George Robertson, também devem participar.

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