O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, admitiu nesta quinta-feira ter ordenado que um iraquiano, acusado de terrorismo, passasse mais de sete meses preso sem que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha tenha sido notificado. Ele disse, porém, que o preso foi tratado humanamente.
Falando no Pentágono, Rumsfeld disse que recebeu o pedido do diretor da CIA (George Tenet), de manter sob custódia um cidadão iraquiano que supostamente seria um membro de alto escalão da Ansar Al-Islam, um grupo qualificado como terrorista pelos EUA.
- E assim fizemos. Recebemos o pedido de não registrar imediatamente o indivíduo (junto à Cruz Vermelha). E fizemos isso - afirmou Rumsfeld.
Ele não explicou a razão desses atos, mas acrescentou que estão no processo de registrar o preso, que não foi identificado.
- Ele vem sendo tratado humanamente. Não há implicação de qualquer problema. Ele não esteve em Abu Ghraib. Não está lá agora. Que eu saiba, nunca esteve - disse Rumsfeld, referindo-se à prisão, nos arredores de Bagdá, que é o epicentro do escândalo dos abusos cometidos por militares contra presos.