O Secretário de Estado americano, Donald Rumsfeld, admitiu que os Estados Unidos não vão derrotar os rebeldes iraquianos, mas abrir caminho para que o governo do próprio país o faça e isso pode levar 10 anos ou mais. As declarações de Rumsfeld, estão sendo vistas como uma aparente virada das expectativas de Washington em relação à guerra.
As declarações foram feitas nesse domingo, dia em que os iraquianos viveram um novo banho de sangue, com três ataques suicidas na cidade de Mosul, no Norte do país, em que mais de 30 pessoas morreram. Muitas dessas vítimas eram oficiais de polícia.
Nas últimas 24 horas, pelo menos 53 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em vários ataques. Nesta segunda-feira, seis pessoas foram mortas em atentados insurgentes e um helicóptero americano com dois soldados caiu perto da capital Bagdá.
Segundo o Exército, testemunhas dizem que o aparelho foi derrubado. Não há informações sobre o destino da tripulação.
Neste domingo, uma série de atentados insurgentes já tinham matado 47 pessoas em todo o Iraque.
Os principais ataques foram realizados em Mossul (370 km ao norte de Bagdá), onde suicidas invadiram um quartel policial, uma base do Exército iraquiano e um hospital, deixando ao menos 33 mortos nos atentados. Outras 14 pessoas morreram em diversas ações rebeldes que ocorreram em todo o país.
O terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi --líder da organização Al Qaeda no Iraque, braço do grupo de Osama bin Laden-- reivindicou a responsabilidade pelos ataques de Mossul, em um comunicado atribuído a ele, e divulgado em um site islâmico na internet. A autenticidade do texto ainda não foi verificada.