Milhares de presos ruandeses começaram a deixar a prisão nesta sexta-feira, após uma decisão do governo de soltar 36 mil detidos, a maioria dos quais participantes confessos do genocídio de 1994.
O gabinete aprovou a libertação na quarta-feira, em uma tentativa de criar espaço nas cadeias do país, superlotadas com mais de 80 mil presos.
Entre os libertados há doentes, idosos e pessoas que eram menores quando foram detidas. Muitas delas enfrentarão cortes tradicionais em suas comunidades, as chamadas "gacacas".
Autoridades disseram que nove de 10 presos a serem soltos confessaram, mas não planejaram, o massacre dos 800 mil tutsis e hutus moderados em 1994.
- Esse é um milagre de Deus - afirmou Mariana Kakuze, ao deixar a prisão. Nascida em 1927, ela ficou presa por 10 anos, acusada de matar dois vizinhos tutsis durante o genocídio.