De acordo com os dados do Ministério da Defesa russo divulgados mais cedo, o Estado Islâmico obtém anualmente cerca de US$ 2 bilhões com a venda de petróleo
Por Redação, com ABr - de Moscou:
O vice-ministro da Defesa russo, Anatoly Antonov, declarou que o desvio de petróleo na Síria é a principal fonte de receitas dos grupos terroristas ativos no país. Ele fez a respectiva declaração, no canal de TV Rossiya 24, na véspera da Conferência Internacional sobre Segurança, marcada em Moscou entre 26 e 28 de abril.
– Após o forte golpe assestado contra os terroristas na Síria, foram destruídos armazéns de armas, pessoal e estruturas militares, foi minada a sua estrutura econômica. É claro para todos que onde primeiramente eles obtêm dinheiro é com o roubo do petróleo sírio – disse.
De acordo com os dados do Ministério da Defesa russo divulgados mais cedo, o Estado Islâmico obtém anualmente cerca de US$ 2 bilhões com a venda de petróleo a partir dos territórios ocupados na Síria, sendo esses fundos usados na contratação de militantes de todo o mundo e na compra de armas.
Atualmente, no país está em vigor o cessar-fogo, apoiado por Damasco bem como pela maioria dos grupos da oposição. O Estado Islâmico e a Frente Al Nusra (grupos terroristas proibidos na Rússia) não aceitaram o acordo.
Luta contra Estado Islâmico
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira o envio de mais 250 soldados norte-americanos para a Síria, para apoiar a luta contra o Estado Islâmico. "Aprovei o envio adicional de 250 militares norte-americanos, nomeadamente forças especiais, para a Síria", declarou Obama, em Hanôver, na Alemanha.
Obama esclareceu que as tropas vão treinar e dar assistência "às forças locais" que lutam contra o grupo extremista islâmico.
No domingo, o presidente norte-americano rejeitou a possibilidade de se criar uma zona de segurança no Norte da Síria por “questões práticas”, pois isso implicaria invadir militarmente grande parte do país.
O presidente norte-americano falava numa coletiva de imprensa, depois da reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Hanôver, em que abordou questões como o acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, a situação na Síria e na Líbia, o conflito na Ucrânia, as divergências com a Rússia e a crise dos refugiados.
Barack Obama destacou que a sua rejeição não tem a ver com uma “objeção ideológica”, mas sim com uma mera “questão prática”, explicando que é muito complexo estabelecer uma zona de segurança com êxito, pois será preciso destacar um grande número de tropas em terra, controlar movimentos e estabelecer pontos de controle.
Autoridades belgas
A Organização de Coordenação para a Análise da Ameaça (Ocam) belga afirmou no dia 19 deste mês que existem sinais de que combatentes do Estado Islâmico foram enviados para a Europa, incluindo a Bélgica. O Ocam informou que se mantém na Bélgica o alerta de nível 3, uma vez que os “riscos se mantém presentes”.
A organização não indicou quaisquer nomes dos combatentes do grupo que reivindicou os atentados de 22 de março, perpetrados por três homens-bomba no aeroporto e no metrô de Bruxelas.
Nos ataques morreram 32 pessoas e ficaram feridas mais de 300. Por seu lado, o presidente da Câmara de Comércio de Bruxelas, Olivier Willocx, alertou hoje que 10 mil empregos podem estar ameaçados na capital belga, sobretudo, na restauração dos prédios que sofreram atentatos como o aeroporto e o metrô. Willocx apelou a um regresso da normalidade o mais depressa possível, já que os turistas “não se atrevem a vir a Bruxelas”.
– Devemos mostrar que a Bélgica é segura. De fora, olham para a nossa capacidade de nos regenerar. Como os outros, conseguiremos, mas a questão é a que velocidade – indagou.