Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

Rossetto e Genoino confirmam presença em encontro do MST no Pontal

Domingo, 06 de Julho de 2003 às 12:38, por: CdB

Com as presenças confirmadas do ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto e do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) José Genoino, o Movimento dos Sem-Terra (MST) realiza um grande encontro em busca de apoio político para a reforma agrária no Pontal do Paranapanema. O evento, no dias 13 e 14 próximos, tem como tema o Desenvolvimento Regional e a Reforma Agrária e deve reunir em Teodoro Sampaio, além das principais lideranças do MST no País, representantes da Igreja, líderes sindicais, vereadores e prefeitos da região. Mais do que comemorar os 13 anos de atuação no Pontal, o objetivo do movimento é conseguir apoio para ampliar o número de assentamentos e melhorar as condições dos já existentes. O Pontal do Paranapanema concentra o maior número de famílias assentadas por região no País e também um grande estoque de terras devolutas. Abriga ainda os principais acampamentos de sem-terra, entre eles o superacampamento Jahir Ribeiro, do líder José Rainha Júnior, com mais de 3,5 mil famílias, em Presidente Epitácio. Segundo o coordenador nacional Gilmar Mauro, no dia 13, o bispo de Presidente Prudente, dom José Maria Libório Sarachio, celebra uma missa para lembrar os 13 anos da ocupação da Fazenda Nova Pontal, em Teodoro Sampaio, hoje transformada em assentamento. - Foi um marco na luta pela terra no País - disse Mauro. Após a celebração será servido um bolo de 13 metros. À tarde serão discutidos os preparativos para a Romaria da Terra, organizada em conjunto com a Igreja, que ocorre no dia 27 deste mês, no município de Rosana, também no Pontal. A discussão dos rumos da reforma agrária na região será no dia 14, com as presenças do ministro e de José Genoino. - Além dos prefeitos, estamos convidando gerentes de bancos, sindicalistas e representantes da sociedade - disse Mauro. Representantes do Judicário também estão sendo convidados. Uma das preocupações do MST é o número de processos judiciais que seus líderes regionais vêm sofrendo. Dois deles, Márcio Barreto, integrante da Comissão de Direitos Humanos, e o coordenador regional Sérgio Pantaleão, tiveram decretadas suas prisões pelo juiz de Teodoro Sampaio, Atis de Araujo, e estão foragidos. Outra questão a ser debatida, segundo Mauro, é que o risco de enfrentamento em caso de ocupações ficou patente após a confirmação de que os fazendeiros estão armando milícias para repelir os sem-terra. - Esse problema é muito grave - afirmou. O líder acha importante os prefeitos apoiarem a luta pelo melhor aproveitamento das terras. O MST quer reduzir os casos de resistência como o do prefeito de Sandovalina, Divaldo Pereira de Oliveira (PMDB), que fechou a prefeitura para exigir a retirada de um acampamento com 450 famílias da entrada da cidade. O prazo dado pela justiça para a saída do acampamento vence dia 15. Os líderes pretendiam ocupar antes outra área, mas esbarram numa ordem superior: pelo menos até o dia do encontro, o MST manterá suspensas as ocupações no Pontal.

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