O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, disse nesta terça-feira na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) da Terra, em resposta ao senador Alvaro Dias (PDT-PR), ser obrigação das instituições governamentais preservar o patrimônio público, mas ao mesmo é preciso desenvolver iniciativas de reforma agrária.
- É inimaginável esperarmos todas as definições finais por parte do Judiciário sobre terras federais com os trabalhos de reforma agrária imobilizados - disse Rossetto.
Em resposta ao deputado João Alfredo (PT-CE), relator da CPI da Terra, o ministro do Desenvolvimento Agrário afirmou que o governo busca aperfeiçoamento institucional ao agilizar a aquisição de terras para reforma agrária. O ministro disse que diminuir a violência rural é prioridade e que a Câmara dos Deputados pode auxiliar aprovando projeto que já tramitou no Senado e que cria mecanismo que inibem o trabalho escravo.
O ministro afirmou que as limitações orçamentárias enfrentadas pelo ministério são contornadas com convênios e lembrou que serão contratados novos funcionários para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).