A governadora Rosinha Garotinho e o secretário de Saúde, Gilson Cantarino, inauguram nesta sexta-feira, às 10h, o Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais do Estado do Rio de Janeiro que funcionará na Rua Padre Leonel Franca, 248, Gávea.
Coordenado pelo cirurgião plástico Rawlson de Thuin, será o primeiro centro de referência para este tipo de tratamento na rede pública estadual. O centro será chamado de Reviva e lá serão feitos, diariamente, cerca de 20 a 30 atendimentos multidisciplinares de portadores de lábio leporino, fissuras palatinas e outras anomalias genéticas da face.
Para Cantarino, o centro é de vital importância para atender a uma demanda reprimida de cerca de 20 mil portadores de lábio leporino no estado, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Rawlson de Thuin, coordenador do Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (Reviva), explica que o projeto é um sonho antigo da governadora.
- As deformidades, principalmente as localizadas na face, são de difícil dissimulação e as que mais acarretam transtornos psicossociais aos portadores gerando-lhes frustrações, inseguranças e até mesmo rejeição por parte da sociedade e, por vezes, lamentavelmente, pela própria família que os conduzem ao isolamento - comentou o médico.
Dados estatísticos do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC-USP) revelam que pais normais concorrem com 0,1% de chance de ter um filho fissurado. No entanto, se eles já possuírem um filho com essa malformação, a probabilidade de ter um outro com igual anomalia sobe para 4,5%. E se um dos pais for fissurado e já teve um filho com igual morbidade, a possibilidade de nascer um outro portador da mesma anomalia atinge 15%.
O Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais contará com 66 profissionais entre cirurgiões plásticos, odontólogos, cirurgiões buco-maxilo-facial, pediatras, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos entre outros da área administrativa. A equipe de profissionais dará atendimento multidisciplinar aos pacientes e suas famílias.