Valorizar o popular e popularizar o erudito. Com este grande desafio como mola propulsora de sua gestão, o acadêmico Arnaldo Niskier toma posse nesta quinta-feira do cargo de secretário estadual da Cultura.
A transmissão do cargo será oficializada pela governadora Rosinha Garotinho em solenidade no auditório do Centro Administrativo do Estado (o antigo Banerjão) que fica na Rua da Ajuda, 5/11º andar, no Centro do Rio. A ex-secretária Helena Severo vai comandar o Teatro Municipal.
Niskier assume pela terceira vez um cargo executivo no Estado. Entre 1968 e 1971, o acadêmico foi secretário de Ciência e Tecnologia, o primeiro da América Latina, ainda no antigo Estado da Guanabara. A gestão foi marcada pela construção do planetário na Gávea, Zona Sul do Rio. Depois, entre 1979 e 1983, Niskier atuou como secretário de Educação e Cultura, quando houve um significativo aumento do número de vagas escolares.
Com vasto currículo acadêmico, Niskier tornou-se em 1964 doutor em Educação no curso para livre docente na cadeira de Administração Escolar e Educação Comparada. Catedrático por concurso da Uerj, tornou-se, em 1968, professor titular de História e Filosofia da Educação. Também é professor, credenciado pelo Conselho Federal de Educação, de Teoria Geral de Administração e Orçamento Empresarial.
Como diretor do Departamento de Educação das Empresas Bloch (Revista Manchete), produziu cerca de 100 livros didáticos e realizou diversos projetos de incentivo à leitura e à pesquisa. Entre 1986 e 1992, Niskier foi membro do Conselho Federal de Educação, presidiu a Câmara de Ensino Superior e coordenou o Seminário Nacional de Qualidade do Ensino. A vasta experiência na área de Educação resultou na edição de 50 livros sobre o assunto.
Niskier também trabalhou no jornalismo profissional. Esteve à frente do programa da "TV Manchete Debate em Manchete", entre 1985 e 1992, e, atualmente, do "Frente a Frent"e, na Rede Vida de Televisão, além dos comentários diários no "Plantão CBN" e da coluna no jornal O Dia.
Em 22 de março de 1984, Niskier tornou-se imortal ao ser eleito para a cadeira número 18 da Academia Brasileira de Letras (ABL), que pertencia a Peregrino Júnior.