Por quatro votos a dois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu ao governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), o direito de permanecer no cargo. A decisão foi tomada no julgamento de uma ação proposta pelo PT nesta madrugada de sexta-feira. O partido defendeu a cassação de Roriz porque o governador teria cometido crimes de abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2002 à reeleição.
O PT local conseguiu reunir cerca de 40 motivos que justificariam a condenação de Roriz. Dentre eles figuram as promessas do então candidato de distribuir terras públicas à população carente em troca de votos. O governador também teria utilizado o patrimônio público em prol de sua campanha. Roriz teria autorizado, por exemplo, o uso de carros do governo para transportar eleitores no dia da votação.
O voto do relator, ministro Carlos Velloso, durou duas horas e meia e foi a favor de Roriz. O magistrado alegou principalmente a falta de provas consistentes. Em seguida, os ministros Gilmar Mendes, Peçanha Martins e Humberto Gomes de Barros concordaram com Velloso. O ministro Luiz Carlos Madeira discordou da maioria e opinou pela cassação do governador. Em seguida, o presidente do TSE, Sepúlveda Pertence, votou também contra Roriz.
O julgamento terminou à uma e meia da madrugada. Apenas seis ministros votaram no caso. O sétimo, Caputo Bastos, declarou-se impedido de se manifestar, pois já atuou como advogado do PT.
Roriz escapa de cassação
Por quatro votos a dois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu ao governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), o direito de permanecer no cargo. (Leia Mais)
Sexta, 18 de Fevereiro de 2005 às 08:59, por: CdB