Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2026

Rondonistas ensinam associativismo a índios do Amazonas

Quarta, 08 de Fevereiro de 2006 às 12:46, por: CdB

Cerca de 100 indígenas que vivem na comunidade Beija Flor, no interior do Amazonas, receberão do projeto Rondon capacitação em associativismo, a partir desta quinta-feira.

- As oficinas serão de quinta a domingo. O associativimo é fazer com que eles entendam a vantagem de trabalhar unidos, de forma organizada. Não adianta estar unidos e desorganizados - diz o antropólogo Nilson Thomé, professor da Universidade do Contestado, de Santa Catarina.

Sérgio Sampaio e Maria Carmem são da etnia Tukano, do Alto Rio Negro. Ambos se mudaram para Rio Preto da Eva há 12 anos e já haviam ouvido falar do projeto Rondon na televisão, mas não sabiam exatamente o que ele era. Os dois apóiam a iniciativa.

- A gente precisa construir uma associação, para conseguir fazer projetos e melhorar nosso artesanato - diz Maria, que é mulher do tuxaua (o líder da comunidade).

De acordo com Sampaio, os moradores do Beija Flor são de cinco etnias: os Tukanos e os Saterés-Mawés são os mais numerosos, mas há também Tuyucas, Dessanas e Apurinãs. Eles vivem do artesanato, da agricultura, da farinha, da caça e da pesca.

Logo na entrada da comunidade, que se assemelha ao portão de uma fazenda, uma placa informa o ano de criação: 1991. Mas já nos primeiros passos o visitante percebe que não está em um sítio qualquer. Chega-se a uma grande maloca (uma construção rendonda, de madeira, com as laterais abertas e coberta com palha), onde são vendidos os colares, brincos e cestarias feitas pelos indígenas.

Mais à frente, é possível avistar outra maloca, que serve de local de reunião. As casas também são de maderia, com teto de palha e paredes pintadas com grafismos indígenas. Um macaco prego, amarrado pela cintura, que se balançava em uma rede, divertiu os rondonistas que estavam visitando a comunidade, para planejar as oficinas.

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