Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2026

Ronaldinho Gaúcho quer ganhar tudo em um ano

Sexta, 30 de Setembro de 2005 às 07:45, por: CdB

Ronaldinho Gaúcho tem três sonhos para os próximos 12 meses: repetir o título espanhol pelo Barcelona, conquistar a Copa dos Campeões e ajudar o Brasil a faturar o hexacampeonato mundial na Alemanha.

- São três competições muito importantes. Estou tentando pegar uma de cada vez. Minha prioridade é conquistar a Copa dos Campeões, que é a principal competição interclubes, algo que qualquer jogador quer ganhar - disse Ronaldinho.

Apesar de ter sido escolhido pela Fifa o melhor jogador do mundo no ano passado, o meia não é complacente sobre seu papel na seleção.

- Permanecer na seleção brasileira é o desafio mais complicado. O Brasil é um país onde novos talentos surgem a cada ano, então é bem difíci - admitiu ele.

O enorme contingente de jogadores expatriados é a maior prova do talento do futebol do país. Os brasileiros são a terceira nação mais representada na Copa dos Campeões: são 71 jogadores, atrás apenas da França, com 75, e da Espanha, com 85.

- Isso mostra que o Brasil está numa fase excepcional e que o nosso talento é cada vez mais reconhecido no mundo. Em qualquer time da atualidade sempre há um brasileiro se saindo bem. Isso é ótimo, e como um deles é sempre excelente ter todo esse sucesso internacional - afirmou Ronaldinho, de 25 anos.

Com tanto talento à disposição, o técnico Carlos Alberto Parreira tem um dilema que outros invejariam: que jogadores devem formar o "quarteto fantástico" da seleção brasileira.

Ronaldinho e Kaká já são considerados intocáveis pelo próprio Parreira, mas ele ainda precisará escolher os dois outros entre Ronaldo, Adriano e Robinho.

- São todos jogadores excelentes, conhecidos em todo lugar e entre os melhores do mundo. É fantástico ter a confiança do técnico brasileiro - disse.

Ele também tem um recado para o novo prodígio do Real Madrid.

- Robinho não está no estágio em que tem de se provar. Ele é um jogador estabelecido, bem-sucedido, e já mostrou isso no Brasil - afirmou.

Ao contrário de Ronaldinho, que trocou o Grêmio pelo Paris Saint Germain em 2001, antes de se transferir para o Barcelona, em 2003, Robinho já chegou à Europa diretamente em um clube onde a pressão é grande.

- Ele teria de passar por um período de adaptação. Todos nós temos, quando chegamos à Europa, mas ele vai superar isso rapidamente e mostrar sua grande habilidade - disse Ronaldinho sobre Robinho.

Nas bolsas de apostas, o Brasil é o favorito para a Copa, pagando apenas 3-1. Mas Ronaldinho prefere não arriscar palpites, lembrando a derrota do Brasil para a França na final de 1998 e a eliminação dos franceses, então campeões do mundo, na primeira fase de 2002.

- Não está nada ganho ainda. Essa conversa de favoritismo é algo do passado. É preciso ir lá e dar cem por cento de si para mostrar que está indo bem, ganhando jogo após jogo - disse Ronaldinho.

Sempre diplomático, ele não quis apontar quem será o maior adversário do Brasil na Alemanha.

- Acho que em todas as grandes competições, como a Copa dos Campeões e a Copa do Mundo, todos os times devem ser respeitados da mesma forma. Se estão nestas competições de ponta é porque têm grandes times - sentenciou 

O Barcelona não teve o começo de temporada que se esperava do atual campeão espanhol. Mas Ronaldinho vem sendo poupado e não vê razão para alarme.

- É lógico que no começo da liga nos sentimos um pouco mais lentos que nossos adversários. Mas temos um ótimo plano de longo prazo, que está funcionando bem. Conforme formos ganhando ritmo de jogo, as coisas vão melhorar - prometeu.

Críticos dizem que o Barcelona "virou o fio," e está claro que os adversários já se acostumaram ao estilo do clube catalão. Ronaldinho, por isso, acha que o time precisa ser mais inventivo. 

- É verdade que todos sabem como jogamos. O bom nisso é que temos em mente tudo o que precisamos faze

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