Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Romeu Tuma espera informações do Maranhão para interrogar Lobão Filho

Quinta, 07 de Fevereiro de 2008 às 14:55, por: CdB

O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), assinou nesta quinta-feira requerimentos à  Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Púbico e Polícia Civil do Maranhão para que encaminhem à Casa  informações das investigações sobre o senador Edison Lobão Filho (DEM-MA), acusado de sonegação fiscal e uso de "laranjas" em sua empresa.

Tuma disse que depois de analisar os documentos irá avaliar a necessidade de tomar o depoimento de Lobão Filho e de outros envolvidos no caso, como a empregada doméstica usada como "laranja" em uma de suas empresas.

As denúncias contra o senador motivaram o líder do Democratas na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), a pedir a expulsão dele do partido. A executiva do DEM deve se reunir na próxima semana para decidir sobre o assunto. O argumento usado por Lorenzoni é de que o DEM teria questionada sua autonomia na oposição com um "senador tão ligado ao governo".

Edison Lobão Filho tomou posse na semana passada depois que o pai, Edison Lobão (PMDB-MA) assumiu o comando do Ministério de Minas e Energia.

— Politicamente, Lobão Filho tem amplas relações com a base governista. É só lembrar que ele veio para o Senado na vaga deixada por Edison Lobão, o ex-senador que traiu o Democratas e agora ocupa o Ministério de Minas e Energia no governo Lula —, disse Lorenzoni na época.

Mesmo sem ter deixado o partido, Lobão Filho recebeu o convite para ingressar no PTB. O senador Romeu Tuma lamentou o convite feito pelo líder do partido no Senado, Epitácio Cafeteira (MA).

— Tenho dúvidas quanto a dizer que o recebemos de braços abertos porque tem gente [do partido] que não foi consultada. Eu mesmo não fui. Mas esse é um problema de quem o convidou —, acrescentou.

Romeu Tuma disse que "ficou preocupado" com a possibilidade de Lobão Filho ingressar no PTB porque, mesmo assim, teria de investigá-lo na Corregedoria.

— Sabia que não poderia deixar de abrir o procedimento contra alguém que entraria no partido. Se eu pudesse, o aconselharia a ficar fora de qualquer partido enquanto durar a investigação —, disse.

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