O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), disse nesta quinta-feira que os documentos de defesa apresentados pelo senador Joaquim Roriz (PMDB-SP) são "insuficientes" para assegurar a licitude da defesa do senador.
Roriz é acusado pela Polícia Civil no Distrito Federal de ter negociado a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura, nas investigações da Operação Aquarela. A conclusão foi feita por Tuma um dia depois de ter recebido a defesa de Roriz.
- A explicação é frágil. Qual a razão de se descontar um cheque de mais de R$ 2 milhões na boca do caixa, ir para a casa de uma terceira pessoa para dividir o dinheiro (os recursos foram partilhados, segunda a polícia, no escritório de Nenê Constantino, dono da Gol) e de não ter notificado a transação junto ao Coaf? -, questionou.
Defesa
O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) fez um discurso no plenário nesta quinta-feira para se defender das acusações de recebimento irregular de R$ 300 mil. Ele reafirmou que o dinheiro foi um empréstimo para o pagamento de uma novilha que seria usada para os negócios de sua empresa de gado. Criticou as acusações e as classificou como uma antecipação disputa política por seus opositores para as eleições do governo do Distrito Federal em 2010.
Romeu Tuma diz que documentos de Roriz são insuficientes
Quinta, 28 de Junho de 2007 às 17:15, por: CdB