Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Rombo nas contas do governo aumenta sob impacto da depressão na economia

Na sexta-feira passada, o governo federal fixou uma meta de déficit primário para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) com um rombo de R$ 129 bilhões em 2018, marcando outro ano de grande descompasso entre receitas e despesas

Quarta, 12 de Abril de 2017 às 11:45, por: CdB

Na sexta-feira passada, o governo federal fixou uma meta de déficit primário para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) com um rombo de R$ 129 bilhões em 2018, marcando outro ano de grande descompasso entre receitas e despesas

 
Por Redação - de Brasília

 

Analistas de mercado apostam em um rombo primário maior para o governo central no ano que vem, de R$ 123,606 bilhões. A cifra fica dentro de meta estipulada pelo governo, após ter sido piorada expressivamente. O impacto da fraqueza econômica e maior debilidade na arrecadação prevista são apontados como principais vilões.

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O rombo calculado pelo Banco Central é maior do que o previsto para o ano que vem

Na sexta-feira passada, o governo federal fixou uma meta de déficit primário para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) de R$ 129 bilhões em 2018, marcando outro ano de grande descompasso entre receitas e despesas. Antes, a estimativa do governo era de um déficit de R$ 79 bilhões.

Já o mercado previa, anteriormente, um rombo primário de R$ 118,320 bilhões para 2018 pela mediana das expectativas. É o que consta do relatório Prisma Fiscal, divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta quarta-feira. A coleta de dados para o novo levantamento foi feita até o dia do anúncio da nova meta fiscal para 2018.

Rombo previsto

Para este ano, a previsão melhorou. Era um déficit primário de R$ 147,050 bilhões, contra R$ 149,685 bilhões da leitura anterior. Ultrapassa, no entanto, o rombo de R$ 139 bilhões estabelecido pelo governo como meta para 2017.

Pelo Prisma, os cálculos para a dívida bruta tiveram ligeira melhora tanto para 2017 quanto para 2018. Neste ano, a taxa como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) caiu a 75,42%, sobre 75,60% antes. Já para o ano que vem, a expectativa passou a 78,53%, contra 78,70% do relatório do mês passado.

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