"Pedi meu boné e fui embora". Estas foram as últimas palavras do ex-atacante e até então treinador do Vasco, Romário de Souza Faria. O dublê de atleta e técnico de futebol que havia marcado a sua despedida do mundo esportivo no próximo dia 30 de março, antecipou a despedida ao se desentender com a diretoria do clube carioca. A crise entre ele e o clube, que se arrastava desde o final do ano passado, teve a gota d'água no pedido da diretoria pela escalação de Alan Kardec em vez de Abuda, como havia sido combinado no treino da véspera com o assistente Alfredo Sampaio.
- Eu ia escalar o Abuda e me pediram para escalar o Alan Kardec porque precisavam colocá-lo para jogar para vendê-lo para o exterior. Então eu agradeci, pedi meu boné e fui embora - disse Romário aos jornalistas.
Para agravar a situação, Romário teria discutido com Eurico Miranda no vestiário do estádio São Januário e deixado o local sem assistir o jogo contra o Friburguense. No intervalo, porém, Alfredo Sampaio tentou contemporizar o pedido de desligamento do Baixinho.
- Até onde eu sei, o Romário é o técnico do Vasco junto comigo. Ninguém foi barrado da equipe do Vasco, o time é o mesmo que vinha jogando. Isso é uma novidade para mim - afirmou o assistente-técnico, que acabou escalando Abuda só mesmo no segundo tempo.