Segunda, 23 de Dezembro de 2013 às 07:36, por: CdB
O presidente Rohani tem aberto janelas de diálogo com o Ocidente, na esperança de restabelecer o crescimento econômico do país
Presidente iraniano, Hassan Rohani destacou em pronunciamento, nesta segunda-feira, que o país persa tornou-se o carro-chefe da luta contra a violência e o extremismo mundial, apesar do desgosto das potências hegemônicas.
– O imperialismo tentou, por muitos anos, apresentar o Irã como o patrocinador da violência. Mas agora, com surpresa observa que a República Islâmica carrega a bandeira da luta contra o terrorismo – disse Rohani na reunião semanal de gabinete.
Segundo o líder persa, agora o Ocidente está subestimando a recente aprovação na Assembleia Geral ONU do plano iraniano chamado "O Mundo Contra a violência e o extremismo" (WAVE, em Inglês).
Rohani considerou que a adoção desta proposta eleva por um lado, a posição do Irã na arena política internacional e, em segundo, anula as conspirações do regime de Israel para isolar o Irã no mundo.
– Quando nós levantamos esta iniciativa não esperávamos que a comunidade internacional iria acolher de imediato com satisfação, mas a oposição do regime de Israel já era previsto – afirmou.
Na última quarta-feira, 190 países membros da ONU votaram a favor da iniciativa que ofereceu Rohani, sobre a necessidade de combater a violência e o extremismo, durante a reunião anual da organização internacional, em setembro de 2013.
Novas sanções
Enquanto Rohani se pronunciava contra a violência e o extremismo, a conselheira de segurança nacional dos EUA, Susan Rice, principal defensora da invasão do Iraque, durante o governo do presidente George W. Bush, disse nesta manhã que os EUA e seus aliados terão como restabelecer sanções contra o Irã se a República Islâmica tentar construir armas nucleares apesar de ter fechado um acordo para congelar seu programa nuclear.
Em entrevista à emissora de TV CBS, Rice rejeitou a ideia de que, uma vez relaxadas, seria difícil colocar em prática novamente as sanções econômicas contra Teerã. Qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre um acordo final com o Irã --não o acordo provisório de seis meses fechado no mês passado em Genebra-- terá mecanismos para automaticamente restabelecer as sanções se a República Islâmica violar os termos do acordo, disse Rice.
– Não vamos construir um acordo ou aceitar um acordo em que nós não possamos verificar exatamente o que eles estão fazendo – disse Rice.
O acordo fechado em novembro determina que o Irã limite o programa nuclear por seis meses em troca de uma redução parcial das sanções.
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