O cavaleiro irlandês Cian O'Connor disse na quinta-feira que não recorrerá da decisão da Federação Equestre Internacional (FEI). Com isso, seu país perderá a única medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, e o primeiro lugar ficará com o brasileiro Rodrigo Pessoa.
"Havia a possibilidade de manter a medalha de ouro com uma apelação", disse O'Connor em um comunicado. "Entretanto, pelos melhores interesses do esporte e para evitar mais polêmica, decidi aceitar a decisão da FEI."
A entidade que controla o esporte desclassificou no mês passado O'Connor da Olimpíada de 2004 e impôs a ele uma punição de três meses, após ser detectada a presença de drogas humanas em seu cavalo, Waterford Crystal.
O comitê judicial da FEI determinou, porém, que ele não estava envolvido numa tentativa deliberada para afetar a performance do cavalo.
"O processo todo que me engajei foi essencial para limpar meu nome e isso foi alcançado", disse O'Connor. "Obviamente a perda da medalha de ouro é uma grande frustração para mim e para o povo da Irlanda".
O medalhista de prata Rodrigo Pessoa receberá o ouro no salto, enquanto o norte-americano Chris Kappler ficará com a prata, e Marco Kutscher, da Alemanha, com o bronze.
Com mais uma medalha de ouro, a quinta, o Brasil sobe do 18o. para o 16o. lugar na classificação geral de Atenas.
Apesar de herdar a medalha de ouro, Pessoa, que participou da prova com Baloubet du Rouet, não se mostrou muito empolgado.
"Vai ser importante para o Brasil subir no quadro de medalhas. Estatisticamente é importante, mas moralmente e emocionalmente não vai afetar a gente não", disse Pessoa no final do mês passado, um dia após a decisão da FEI.
"Intimamente me considero prata. Foi o que eu conquistei no terreno", completou ele.