O cavaleiro Rodrigo Pessoa foi suspenso até janeiro de 2009 e teve o quinto lugar na Olimpíada de Pequim cassado por causa de um exame antidoping positivo de sua montaria durante os Jogos, informou a Federação Equestre Internacional (FEI) nesta sexta-feira.
A substância encontrada no cavalo Rufus, montado pelo brasileiro, foi a nonivamide, que faz parte da família do antiinflamatório capsaicina, agente de propriedades hipersensíveis e que alivia a dor.
- O tribunal (da FEI) concluiu que a substância em questão é uma 'medicação classe A' (da lista de substâncias proibidas) - disse a FEI em comunicado.
A entidade acrescentou que as justificativas para a punição estão no seu regulamento, segundo o qual cabe à pessoa responsável garantir que nenhuma substância proibida esteja presente no seu cavalo durante uma competição.
Rodrigo Pessoa, campeão olímpico na prova de saltos nos Jogos de Atenas-2004, considerou "absurda" a punição.
Através de sua assessoria de imprensa, o brasileiro disse que se considera "um bode expiatório", e citou o caso da amazona norte-americana Courtney King-Dye, do adestramento, que levou um mês de suspensão por ter apresentado teste positivo para a medicação "classe A" felbinac, também um antiinflamatório.
O brasileiro, que levou quatro meses e meio de suspensão - começando em 29 de agosto -, tem 30 dias para recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas ainda não sabe se vai apelar, segundo sua assessoria.
O doping da montaria de Pessoa é o segundo da equipe brasileira nos Jogos de Pequim, seguindo o caso de Bernardo Alves, que foi excluído ainda durante a Olimpíada. A substância encontrada no cavalo Chupa Chup 2 foi a capsaicina, a mesma detectada nos animais do alemão Christian Ahlmann (Coster), do irlandês Denis Lynch (Latinus) e do norueguês Tony Andre Hansen (Camiro), todos impedidos de disputar a prova em Pequim.
Segundo a nota da FEI desta sexta-feira, as suspensões preventivas de Ahlmann e Hansen não serão retiradas e a decisão final do tribunal deve acontecer no fim de outubro.
A audiência sobre o cavalo de Bernardo Alves aconteceu no dia 5 de setembro e uma decisão deve ser divulgada em breve. Um apelo à CAS contra a suspensão preventiva impetrada pela FEI foi rejeitada, e o brasileiro segue suspenso.