Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Rodoviários ameaçam fazer nova paralisação na próxima semana

O grupo de dissidentes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb) admitiu a possibilidade de paralisação por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira, se o prefeito Eduardo Paes não abrir um canal de negociação com a categoria. A declaração é de representantes da categoria insatisfeitos com o sindicato. Nesta sexta-feira, os trabalhadores farão nova assembleia, na Central do Brasil.

Quinta, 29 de Maio de 2014 às 08:16, por: CdB
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Os rodoviários querem que o prefeito Eduardo Paes os receba para discutir as principais reivindicações
O grupo de dissidentes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb) admitiu a possibilidade de paralisação por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira, se o prefeito Eduardo Paes não abrir um canal de negociação com a categoria. A declaração é de representantes da categoria insatisfeitos com o sindicato. Nesta sexta-feira, os trabalhadores farão nova assembleia, na Central do Brasil. De acordo com representantes do grupo, durante a paralisação desta quarta-feira, 60% dos motoristas e cobradores aderiram ao movimento. Já o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte,  informou que 90% da frota circulou pela cidade durante todo o dia, com apenas 10% de adesão à paralisação. Os rodoviários querem que o prefeito Eduardo Paes os receba para discutir as principais reivindicações: reajuste salarial de 40%, cesta básica de R$ 400 e fim da dupla função. O acordo fechado entre o sindicato e a Rio Ônibus concedeu um reajuste salarial de 10% e aumento da cesta básica para R$ 150, com desconto de R$ 10 na folha de pagamento. A Rio Ônibus informou, em nota, que durante a mais recente paralisação, 15 ônibus foram depredados, aumentando para 720 o número de coletivos atacados em quatro dias de greve. O sindicato patronal rebateu a acusação de que motoristas sem treinamento conduziram ônibus ao longo do dia e disse que a presença da Polícia Militar nos portões das garagens, “aumentou a sensação de segurança dos rodoviários e isso fez com que os motoristas fossem trabalhar”.
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